Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Lisboa que vai mudando VI


Na Rua de São José volto a subir e fico a desenhar o n.º 118 - um antiquário. Pela hora de almoço, apanho sempre a loja fechada, mas gosto de ver o mix de artigos na montra. 

Comecei o desenho no dia anterior e neste dia, na varanda do 1º andar, uma senhora estendia a roupa. Chamou o marido e quando cruzei o olhar com ele, sem dizermos nada, mostrei-lhe o desenho que fazia. Ele pergunta-me para quem era o desenho. Disse que era para mim e mostrei-lhe outro da mesma rua. Não sei se à distância ele conseguia ver algo, mas explicou à mulher a minha resposta. Foi para dentro e a mulher continuou a estender a roupa. Tive pena de não ter desenhado a cara do senhor a espreitar no meio da roupa. No andar de cima a roupa já secava ao sol.


8 comentários:

Pedro disse...

Estas crónicas já davam um livro.

nelson paciencia disse...

Como eu gosto deste desenho e da narrativa que lhe colocas.

L.Frasco disse...

Que bela série de desenhos, Henrique! Fui vendo para trás e maravilhei-me.
Não páres e junta um bom número destes registos - e histórias - que isto ainda dá um livro bem interessante desta "Lisboa que vai mudando".

Fernanda Lamelas disse...

Muito giro!

Rosário disse...

Também gosto!

Mário Linhares disse...

Grande projeto, Henrique!

Eduardo Salavisa disse...

Boa! Que bela série.

Henrique Vogado disse...

Obrigado a todos. Espero poder registar mais umas quantas lojas que irão fechar nos próximos tempos. E quando se conversa com as pessoas há uma emoção por verem o desenho e uma nostalgia por encerrarem uma fase de vida.