Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Vistas

Quando morei em Lisboa tinha uma vista a 180º sobre o rio e a ponte, com o manto de luzes das margens, com cruzeiros e aviões que por ali entravam, uma vista que abraçava o quarto e os jantares românticos... Na altura desenhava muito pouco e fotografava bastante. Agora não a posso desenhar, mas tenho um céu e duas buganvílias gigantes que espreitam pelo quarto e de vez em quando surpreendem...


Sinto que desenhos em vez de fotografias tinham deixado registos muito mais interessantes.

Marina do Funchal

Com vista para as Desertas.
Mantendo-se inalterada a vista para as ilhas, o primeiro plano evoluiu extraordinariamente nos últimos anos.
Contas feitas - é uma maneira de dizer, não me refiro às contas propriamente ditas - a evolução foi muito positiva.

Desenhar Santarém

Igreja de S. Francisco, Santarém
Um encontro muito bem organizado que incluiu uma visita guiada à cidade e um almoço oferecido pela Câmara Municipal de Santarém. Parabéns aos organizadores. 

Encontro no ISA -Desenhar na Tapada da Ajuda


Este encontro para desenhar na Tapada da Ajuda, incluiu uma visita guiada e a oportunidade de um registo fotográfico que de outra maneira não teria sido possível, além de uma grande e variada produção de desenhos de todos os participantes.





O picnic...

...na Tapada da Ajuda!

Lugar de Praia - Agua D'Alto - Açores

Este foi feito no Lugar de Praia, em Agua D'Alto no sábado. Foi um passeio para recuperar da noite anterior visto ter sido noite de São João e na Vila Franca foi noite de marchas.


Esta localidade é pequena mas mágica, parece um pequeno presépio. Desde trilhos pedestres, cascatas, centrais elétricas abandonadas e um museu, vale a pena passear nesta localidade.
Ao perto desta localidade poderá também encontrar uma praia que na minha modesta opinião, será a mais bonita de São Miguel, a praia da Pedreira. Fiz este registo no dia anterior (sexta-feira, dia das marchas de São João da Vila). 



Está ainda incompleto, pois nessa tarde estava muito sol e calor e decidi refugiar-me no café Araújo, onde poderá desfrutar de finos a 60 cêntimos.
Sobre as marchas de São João não tenho registos, uma vez que participei na marcha da escola Secundária de Vila Franca do Campo.
Viva ao São João da Vila!!!



10x10 no Martim Moniz

Tema 7: Entendamo-nos
José Louro

Decorria uma demonstração de skaters no Martim Moniz, por isso tínhamos modelos disponíveis para serem desenhados, uma vez que o tema deste último módulo são pessoas!


O Zé fez uma apresentação sobre a norma do desenho para o corpo humano. E depois pediu-nos para desenhar pessoas que fugissem a essa norma! Portanto, primeiro perceber a norma para depois saber como sair dela, mas mantendo-a no desenho! Foi o horror dos horrores! E foi com muitas dificuldades que consegui concluir esta dupla página...


Um exercício de face to face! Depois de percebermos a norma do rosto humano trabalhar o claro/escuro com o perto/longe só com aguarela. Tudo isso em meia hora: 15 minutos para cada um desenhar o seu par! Este foi mais fácil!

Ribeira da Janela

Por breves instantes espreitando à janela da foz da ribeira da dita.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Peniche e o séc. XVI

Sinais dos tempos

E é isto numa esplanada à beira mar... 

Gente amarfanhada


No lado esquerdo, no metro, um tuga à maneira, a falar alto e em tom agressivo ao telemóvel, com as pernas abertas e a mão livre bem próxima da genitália. No lado direito, na paragem do 767, uma miuda bem rubenesca cujo retrato transparece uma Nelson Paciencite aguda.

The Diamond, em Sheffield


É um edifício ultra-moderno, todo em losangos, facetado como um diamante. Fica ao lado de um prédio bem mais vetusto, com o tijolo tão típico de Sheffield e de outras zonas centrais de Inglaterra. Foi junto a este que fiz um dos meus desenhos na semana passada:



A versão a aguarela (acrescentada em casa) pode ver-se AQUI:

Descobrir Aveiro num livro :)




Olá a todos, é com muito orgulho que vos venho deixar-vos um convite, no dia 30 de Junho vou apresentar juntamente com uma colega, a Suzana Caldeira (uma outra Suzana), um livro de turismo sobre Aveiro. São duas formas diferentes de ver a cidade e que se juntaram pela paixão de Aveiro: pelos meus desenhos, que faço em diário gráfico, e pela descrição de quem faz passeios turísticos e aprofunda a história sobre a cidade. 
A apresentação será na loja Cais à Porta, no Cais da Falcoeiras nº 6 em Aveiro. Apareçam :)

Este é o menino já nas mãos, está muito bonito :)



Cemitério

Vila Viçosa é terra de mármores, por isso fui desenhar num local onde há muito... E lá encontrei a Florbela.


Parque Eduardo VII

No meio das árvores à sombrinha
Marcador : Canetas de Feltro

Alfabeto Lisboeta - Letra U

No Arquivo Histórico Ultramarino, numa sala maravilhosa, a proposta do Mário Linhares foi através de vários mapas construirmos um mapa. E dar-lhe um título.

Imaginário Ultramarino

Encontro Picnic na Tapada da Ajuda - Instituto Superior de Agronomia

Aqui ficam os restantes desenhos e duas fotos tiradas durante o encontro :-)








Tapada da Ajuda




O último desenho que fiz - um bocadinho de casca de uma árvore que se encontrava no chão. O que eu chamo as pequenas grandes coisas e que, para mim, são muito desenháveis.

Os dois desenhos que fiz em caderno grande ficarão para quando tiver tempo de os passar no scanner.

domingo, 25 de junho de 2017

Santarém

Santarém estave cheia de gente, de sketchers, de vontade, de coisas para ver e pessoas para conhecer.
Depois de alguma caminhada explorando ruas e jardins, eu e o Pedro Alves paramos no jardim e miradouro das Portas do Sol, a vista era de tirar o fôlego. Ficamos ali a rabiscar e a pintar, falando de aguarela e paisagem, do Ribatejo e da vida.


De tarde, a sesta aliciava, mas havia tanta coisa para ver e tentar desenhar.
A chuva ainda me atrapalhou as linhas e o tempo passou a correr, aqui ficou Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil, com descanso eterno na Igreja da Graça, cheia de detalhes e uma daquelas rosáceas hipnotizantes.

Tapada da Ajuda

Sempre tivera curiosidade pela grande área do Instituto Superior de Agronomia, durante alguns anos frequentei uma parte da tapada e alguns atravessamentos, nunca imaginaria toda a sua dimensão assim como o valor de algumas pérolas ali escondidas.
Neste encontro arrastei mais uma sketcher nova e acho que é para continuar :)

Desenho em andamento pela manhã.


 Vistas sobre os campos e Lisboa, estendendo a margem sul até ao horizonte do Algarve (quero acreditar)

 Observatório Astronómico de Lisboa e o seu jardim romântico, como um amante esquecido, perdido, entre o silêncio e o cantar dos pássaros, envelhecendo com o tempo.


Manto de dragoeiros e sketchers à conversa sobre desenho e sobre a vida.

Uma tarde fabulosa, pelas pessoas, pelas partilhas, pela beleza do que conseguimos ver nos traços invisiveis... 

A malta do 767

No 767

No dia seguinte na paragem à espera do 767

Porto_dia IV (o ultimo)

dia 18 de junho
último dia no Porto
Álvaro Siza Vieira comemora hoje 84 anos (dia 25 de junho), mas decidi homenageá-lo há uma semana, no meu último dia no Porto.
Saímos cedo, desta vez de automóvel, rumo a Leça da Palmeira, mas pelo caminho um pequeno desvio - uma visita ao Bairro da Bouça. Este bairro social foi construído no âmbito do SAAL, em 1976. Domingo, 10h a maioria das pessoas encontra-se a dormir. Cá fora no grande relvado (qual condomínio de luxo), crianças jogam à bola e riem-se para mim a desenhar. Devem ter pensado "mais um..."
40 anos despois a obra revela, em cada recanto, a sua contemporaneidade..

Agora sim, rumo a Leça da Palmeira, onde encontrámos a obra-prima de Siza - a Casa de Chá da Boa Nova, inaugurada em 1963. O projecto começou a ser desenhado em 1957, sim há precisamente 60 anos, quando Siza ainda era aluno e colaborador de outro grande mestre, o arq. Fernando Távora.

O edifício encontra-se implantado mesmo em cima das rochas, junto ao mar. A chegada é feita por percursos cuidadosamente desenhados pelo mestre, "obrigando-nos" a explorar e a desfrutar das vistas sob o edifício e sob a paisagem. A arquitectura em plena harmonia com o lugar.  Muito havia por escrever e por desenhar, mas a admiração que tenho pela obra não me deixa ser isento. Deixo-vos alguns desenhos.

Parece que o Restaurante é explorado pelo Chef Rui Paula, mas estava fechado, sim aos domingos encontra-se encerrado. Dá para acreditar?

A 2ª paragem em Matosinhos, foi no local onde se encontram as piscinas das marés, outra obra de Siza Vieira, também ela construída nos anos 60. Mais uma obra incrível, muito difícil de descrever e ainda mais difícil de desenhar - o sol também não ajudou. Assim fica uma desculpa para voltar... Até porque Matosinhos é um museu a céu aberto, repleto de obras do mestre.


Antes de regressamos (não foi fácil arrastar-me dali), ainda houve tempo para uma visita à Capela da Boa-Nova, ali mesmo ao lado do Salão de Chá, assente nas rochas.

Rumo a casa, mas antes uma despedida do Porto, como que a agradecer os excelentes 4 dias que ali passámos. Paragem - Jardins do Palácio de Cristal. Cá fora uma espécie de feira do petisco - tascas ambulantes, carrinhas personalizadas de venda de sandwich, as mais criativas que já vi. O palácio encontra-se em processo de ruína. Os jardins ainda têm vida, algo alternativa, mas vida. O miradouro oferece-nos uma panorâmica incrível sob a cidade, e claro o Douro. A harmonia só é quebrada pelas gruas que florescem como cogumelos na cidade do Porto, mas é bom sinal. é sinal que a cidade está a regenerar-se a preparar-se para um novo futuro - pelo que vi, só pode ser bom. Até breve Porto

A Sesta e a Penitência

Andava D. João de Castro, Vice-Rei da Índia no encalce de um veado, que a sua testosterona lhe prometera, quando vencido pelo cansaço se deixou adormecer. A manta morta serviu-lhe de colchão e um penedo de sombra. Até sonhou. Sonhou com um pedido: deveria construir ali um templo cristão.

D. João de Castro morreu antes de responder à solicitação. Haveria de ser o seu filho D. Álvaro de Castro a cumprir a incumbência de fundar, em 1560, um convento de frades Franciscanos: o Convento dos Capuchos ou Convento de Santa Cruz.

Quando olhamos por entre as árvores, somos convidados  reconstruir a sesta de D. João de Castro e outras lendas como a de Frei Honório: um homem religioso que não resistiu à contemplação de uma formosa rapariga que deambulava pela Serra de Sintra. Uma gruta adjacente ao singular e austero Convento dos Capuchos serviu de penitência, durante mais de três décadas, a este virtuoso frade.

Talvez Frei Honório só quisesse fazer um desenho no seu caderno.




 

E mais uma vez as escadas...

Puff....mais uma vez as escadas. Meio contente, meio a pensar como foi que me meti nisto. Falta o corrimão, mas por agora vou parar, porque descobri que fiz um erro no andar de baixo e por agora já não há forças para corrigir...


Abaixo pode-se ver a versão em 3D no flickr:

DSC_3312_proc2

Temos agora cinco lanços de escadas. Por exemplo, olhando para baixo vemos isto:


Note-se a enorme deformação no lanço inferior. Fica colado ao fundo do desenho. Não sei se conseguirei fazer outro com alguma precisão, mais abaixo ainda.

Abaixo está o desenho inicial que serviu para tirar medidas:


E finalmente, só para descontrair, algo completamente diferente:





As ribeiras da Madeira

As ribeiras da Madeira são assim.
Brutais. Talhadas a machado, directamente na rocha. E o machado é a água. E as casas mesmo na borda delas (não há betão que lhes garanta a segurança). Soltam calhaus enormes mas, com a pressa, nunca chegam a calhaus rolados. É um pavor pensar como serão as enxurradas (aluviões como por lá se chamam). Trágicas. Davam matéria para um fado.
São assim as ribeiras da Madeira.

Encontro Picnic na Tapada da Ajuda - Instituto Superior de Agronomia

Confesso que nunca tinha desenhado tanto num encontro :-) Estes são apenas os primeiros 3 de um conjunto de 6. E andei em novas experimentações em termos de estilo e pintura.
Um dia inteiro no 'campo' que me fez esquecer que estava no meio da cidade de Lisboa, ali mesmo ao lado da ponte 25 de Abril.
Um piquenique que até teve direito a toalhas giras e a jogo de badminton (ahh grande Rita que ias bem preparada para o picnic) num convívio mt mt bom que dá vontade de repetir.
Obrigada Catarina Tavares pela ajuda na organização deste encontro. Obrigada a todos que nele participaram.
Em breve colocarei aqui as fotos e enviarei por e-mail a quem lá esteve.

Comecei por uma das zonas que mais gostei de desenhar: as vinhas