Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

esperas que valem a pena

Antigo Matadouro Municipal de Torres Vedras
(189?)
 

10 * 10 SESSÃO #08 - MERCADO DA RIBEIRA

Esta 3ª parte do 10 x 10 é, para mim, um desafio e pêras, porquanto sempre fugi de desenhar pessoas.

Seguem os resultados dos 2 exercícios lançados pelo Nelson Paciencia (obrigado meu caro!)

Exercício #1:



Exercício #2:



E obrigado a todo o grupo, foi uma sessão deveras animada! 



Oscar Niemeyer no Funchal

Casino do Funchal

Da Pollux para a Baixa


Quando me perguntam se eu não quero subir seja lá ao que for para desenhar, não fico particularmente entusiasmado dado o meu pavor por alturas. Quando o Pedro Loureiro perguntou se eu não queria tentar subir até ao terraço da Polux para ver se já estava aberto, eu respondi com um sim meio timido, mas lá fui... A vista é soberba e o facto de termos uma guarda de vidro que nos impede de debruçar para ver a rua cá em baixo ajuda bastante. Se apenas conseguir ver em frente, consigo manter a calma mas ainda assim, estas linhas foram muito rápidas, tinha de sair dali o quanto antes. No fim, gostei bastante do resultado e apesar da fobia, iremos voltar para um desenho mais calmo...

Porto de Marselha

Gosto muito de desenhar portos e marinas. Este Porto de Marselha (Vieux port) é muito bonito enquadrado pelas fortalezas e pela cidade. Os barcos vão e vêm desenhando nas águas calmas com seus movimentos sinuosos. A luz da manhã e o reflexo dos barcos são fantasticos. Pena não ter sketchado a pala do N Foster... fica para a proxima.
Leonor Janeiro

Desenhar na Tapada da Ajuda

Foi o último desenho que fiz no encontro dos Urban Sketchers  na Tapada da Ajuda. Esta vista foi rabiscada e rabiscada, quando já cansada me resolvi sentar nas escadarias das traseiras do Observatório onde pensava que seria o encontro final mas que aconteceu na entrada principal.
Por estar tão rabiscado pensei não pulicar, mas faltava da minha parte dar uma ideia desta vista formidável sobre Lisboa e o Tejo.  

Lisboa vista da Tapada da Ajuda


Azenhas do Mar

Passando por Sintra , seguimos a costa até ás Azenhas do Mar. Temperatura fantástica e tranquilidade absoluta...

MAAT - mais um ângulo e mais uma vista...

Mais um ângulo fantástico com o Tejo ao fundo... como não o desenhar??

Desenhar com: Jenny Adam


A Jenny Adam é uma sketcher de Frankfurt, com formação em Design Industrial, com uma enorme paixão pelo desenho e por viajar. Embora conjugue e use diversos meios é exímia a trabalhar com aguarela. Tive o privilégio e a felicidade de andar pelos Açores (São Miguel, Terceira e Pico) com ela a desenhar vivenciando a essência dos USk.    
Estivemos à conversa na praça comunitária do Quarteirão aqui em Ponta Delgada. A Jenny teve um contratempo e apareceu um pouco depois do previsto (estava nervosa com isso)... Partilhámos com os presentes a nossa aventura na tour pelos Açores (com o Turismo de Portugal) e mostrámos alguns desenhos... depois desenhámos a praça e partilhámos o que fizemos como habitualmente fazemos. E, agradeço, novamente, aos Urbansketchers por me «prenderem» a este projeto que me encoraja a enfrentar as minhas fragilidades  e a expôr a minha paixão pelo desenho.

Tapada da Ajuda





Dragoeiro.

Encontro com piquenique no ISA

Este ano ainda não tinha feito um piquenique. E também não conhecia os jardins do Instituto Superior de Agronomia. Por isso quando vi um encontro dos USkP marcado para o ISA com piquenique à mistura reservei logo a data na agenda.
A manhã foi praticamente toda dedicada a passear e conhecer o espaço (parte dele, porque parece que o todo é mesmo muito grande).
Antes de avançarmos para o almoço houve uma paragem para um xixizinho. Por acaso a casa de banho era mesmo junto a uma torre que me tinha captado a atenção no percurso matinal, por isso aproveitei para desenhar no tempo em que se esperou que a casa de banho fosse aberta.



Já sentado no parque de merendas, antes de ferrar o dente nas iguarias que tinha na mochila, entusiasmei-me com um banco ao lado de um caixote do lixo. Não será a combinação mais agradável, mas já desenhei vários caixotes do lixo e nunca ficam mal, por isso não vi razão nenhuma para deixar este de fora.



O local do encontro ao final do dia era junto ao observatório astronómico e muita gente se dirigiu para lá logo a seguir ao almoço. Eu ainda fiz um desvio antes para cumprir um desafio com a Rita Catita e lá acabei por me dirigir também ao observatório. Havia muito entusiasmo à volta dos dragoeiros (que eram sem dúvida muito bonitos), mas eu achei que tinham demasiadas "folhas" para mim e eu preferi incorporá-los de mansinho num desenho do edifício.



Para finalizar não podia deixar de desenhar uma espécie de "silo-reservatório" junto ao ao observatório (existem 2, um de cada lado do edifício), porque este género de estrutura é-me sempre muito apelativo.


Foram caindo umas gotas de chuva ao longo do dia, mas nada que demovesse qualquer sketcher que se preze. O dia nublado até acabou por se agradável, porque fiquei com a sensação que se o sol estivesse solto o calor ia apertar a sério.
Obrigado às organizadoras Catarina e Isa pela oportunidade que nos deram.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Conversas estranhas por pessoas normais

A 8ª sessão do programa 10 years 10 classes, a 3ª que tive o privilégio de orientar, teve um tema bizarro, que nos obrigava a desenhar pessoas normais e as suas conversas estranhas. Apesar de não ter sido a minha primeira escolha, constato hoje que o Mercado da Ribeira foi uma óptima escolha. Está cheio de gente de todos os lugares do mundo, sempre animadas, conversando em línguas que não conhecemos e em posições muito desenháveis.
Foi esse o mote para a sessão: desenhar a postura corporal e os gestos, a face, e depois o contexto. Para aquecimento propus que desenhássemos apenas pedaços de pessoas, escolhidas por serem personagens e estarem em posições de força e tensão. Sugeri que desenhassem só as partes do corpo visíveis, de modo a simplificar o desenho que se pretendia não complexo. E pedi também que desenhassem muito perto, se possível a menos de 3 metros. E desenhar com escala maior que aquilo que pudessem estar habituados: "se estamos mais perto, o desenho tem de ser maior", reforcei tantas vezes.
Fiquei com a sensação de que a forma como abordámos e desenvolvemos este desafio agradou aos participantes, o empenho de todos foi incrível. Obrigado!
Depois do aquecimento, sugeri que fizessem um desenho mais completo, os corpos inteiros e o contexto, e com os diálogos inusitados dos personagens. O meu desenho acabou por não ter diálogos, que o casal inglês bem próximo de mim não abriu a boca uma única vez. A não ser para mais um golo de vinho...






Arquialaúde

Por Maria Correia, no Museu da Música.

spinner



Sheffield Town Hall


O que desenhei não foi bem a Câmara Municipal – um edifício neo-gótico da época vitoriana – mas as traseiras, com a torre sineira e a praça adjacente:



Sentada literalmente no chão, no vão de uma loja, não tardou que começasse a ser abordada por outras criaturas errantes: "Very nice, love!", iam-me dizendo os sem-abrigo. Um casal de motards, cheios de tatuagens e piercings, veio perguntar-me se sabia onde era o pub "The Red Deer". Pensavam que eu era dali (às tantas julgaram que era o meu begging spot habitual 😊)! O dia estava cinzento, mas de vez em quando o azul do céu surgia, iluminando tudo.

[A aguarela, feita depois em casa, pode ver-se AQUI.]

Douradinhos




Desenhar Santarém



                 Mercado Municipal


Praça Sá da Bandeira


Portas do Sol


Largo Padre Francisco Nunes da Silva


Largo Infante Santos Regimento de Santarém

"Juntos à Tarde" na SIC

Primeiro foi preciso conhecer uns pincéis especiais: os pincéis da sala de caracterização dos estúdios da SIC em Carnaxide. Depois os cadernos foram dispostos em posição televisiva com a ajuda de uma cenógrafa.

3,2,1... Palmas. Eduardo à frente, Rita no meio, Tomás aqui, por favor. Entre o Baú do Tesouro e a promoção de pílulas de emagrecimento para o Verão, lá explicámos o que são os Urban Sketchers e porque gostamos tanto de registar as nossas viagens, quotidianas e outras, em cadernos.

O João Baião e a Maria Botelho Moniz, apresentadores do programa ‘Juntos à tarde’, do canal SIC, desafiaram-nos a desenhar em directo e nós não nos fizemos rogados. Os resultados aqui estão! Obrigada ao João Baião, à Maria Botelho Moniz e a toda a produção que foram uma simpatia, do principio ao fim, e tornaram esta aventura muito mais fácil.
(Texto de Rita Catita)

Desenho de Tomás Reis

Desenho de Eduardo Salavisa

Desenho de Rita Catita

Tapada da Ajuda




Feito no passado fim de semana na Tapada da Ajuda.

A vista da cobertura do MAAT

O MAAT desafia-nos a desenhar e pintar.
Desta vez pintei uma das vistas que mais gosto, das que se podem admirar quando subimos à cobertura deste museu da EDP.


Santiago


Foi curioso ter recebido a notícia de uma viagem a Santiago de Compostela, organizada por Nuno Matos Silva, do I.S.T., onde havia vagas para "sketchers", enquanto olhava para este desenho e lamentava não ter estado mais tempo, ou não ter feito mais desenhos.
É um passeio fantástico para quem gosta de desenhar (e não só) porque é uma daquelas cidades onde apetece sempre voltar.

Nini na versão cartoon


Instituto do Conhecimento de Mafra

No passado dia 11 de Junho tive o privilégio de assistir à festa do final de ano letivo do Instituto do Conhecimento - Universidade Sénior de Mafra. A tarde começou com o Yoga (no centro do desenho). Por essa altura ainda não tinha a precessão da riqueza e variedade dos espetáculos apresentados, Poesia, música, teatro, dança, karatê preencheram a tarde e as páginas do meu caderno.






quarta-feira, 28 de junho de 2017

alunos




Piquenique no ISA_parte II

Antes do almoço e ainda na companhia da Isabel Braga, o desenho possível do Pavilhão de Exposições, um edifício de ferro e vidro desenhado pelo arq. Pedro D'Ávila e inaugurado em 1884 pelo Rei D. Luís I. Era dia de casamento, por isso a azáfama era muita. A chuva ameaçava, mas o sol acabou por vencer.
 
Este desenho ( e os dois últimos) foi feito com a mão esquerda, creio que já estava com ciúmes. A direita agradeceu o descanso.
 
 
Cheguei tarde ao almoço, mas ainda tive oportunidade de me juntar à Rosário, à Helena e à Isa.
Depois do almoço desenhei de forma rápida alguns pormenores e enquadramentos que me marcaram durante a visita. Confesso que os dois desenhos que me deram mais prazer foram os últimos 2. Não porque foram feitos com a mão esquerda, mas sim pela técnica e pelo tema - arquitectura vernacular, simples, esquecida e adormecida à espera de uma nova vida.
 
 
Com muita pena minha não pude ficar para a tarde. O calor era muito e o cansaço ainda maior. Não pude juntar-me ao grupo no "ataque" ao dragoeiro. Fica para a próxima. Não vai demorar, pois fiquei fã do espaço. Mais uma vez, um obrigado especial à Isa e à Catarina.

À espera...

... que felizmente foi curta.