Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

domingo, 23 de abril de 2017

Finlândia I


Partilho convosco uma série de desenhos que trago da última viagem. Foi um passeio de cinco dias, nos antípodas da Europa, onde fui visitar a irmã, que está de Erasmus. Da Finlândia pouco sabia: conheço amigos de lá, sei que é um país famoso pelos lagos, pelo Pai Natal que povoa a Lapónia, a par de algumas celebridades mais reais, como o compositor Sibellius, que partiu há mais de 60 anos, e dos telemóveis Nokia, onde já me diverti a jogar snake.

Neste momento, o avião de Paris pousa sobre o ar prateado que envolve o Báltico. É um Embraer 190, fabrico brasileiro, de grande conforto e suavidade. Mais à frente, as hospedeiras não têm mãos a medir com os pedidos da classe executiva de 8 lugares. Pressinto que a viagem irá surpreender, já que, para chegar ao extremo oposto da Europa, muito terá de mudar.
O fascínio da rua...  ^..^    (Calçada de Santana, Lisboa)


Castro, o meu contributo

22 de abril
Ao chegarmos ao local, fomos recebidos pela Sofia Máximo que fez um breve enquadramento sobre o Lugar e o Monumento - Castro do Zambujal.
 
Quem não conhecia ficou impressionado com a vista. Quem conhecia, descobre sempre algo novo - o eterno espanto.
 
O sol acompanhou-nos toda a tarde, o sol, o silêncio, o chilrear dos pássaros, o verde dos montes, o dourado das pedras....
 
Nos encontros que organizo, costumo desenhar pouco, ou quase nada. Mas hoje, apesar de continuar a ter de recorrer à mão esquerda, consegui alguns minutos, para fazer aquilo que nos move: desenhar o momento e conviver com os amigos. Que bela tarde...
 
 
 

sábado, 22 de abril de 2017

Castro do Zambujal

Muito havia para escrever, mas fico-me pelo OBRIGADO.
Uma tarde inesquecível.
Aqui ficam alguns desenhos e a foto de grupo (ou parte do grupo)
 
 
 
 
Fotografia de grupo com os últimos resistentes.
(os que tiveram de partir mais cedo, estiveram presentes em pensamento)
 
 
 

Santo António Baldio, Reguengos Monsaraz

Planície alentejana

Castro do Zambujal

O local estava tão fabulosos que o espírito era de descontrair à sombra de uma oliveira, petiscar e preguiçar até o mel do sol dar lugar à noite estrelada. Mas... tínhamos o objectivo de assinalar o Dia Internacional de Monumentos e Sítios com desenho, iniciativa do museu Leonel Trindade sob orientação do arq. André Baptista e introdução de Sofia Máximo, aos quais agradeço.
Depois de algumas elucidações sobre a anciã fortificação, dispersamos pela paisagem e fomos riscando...
A estrutura foi descoberta por Leonel Trindade em 1932, classificada como Monumento Nacional em 1946 e tem sido algo de escavações pelos Instituto Arqueológico Alemão, Instituto Português de Arqueologia, sempre com o apoio da CM de Torres Vedras, mais algumas notas no segundo desenho...



Depois de um belo convívio a partilha de desenhos.
 mais em Link

Desenhar na Igreja de Sto Condestável

O mote era os vitrais de José de Almada Negreiros. Uma beleza.
Obrigada, Rosário, por mais esta manhã bem passada em Campo de Ourique!



Louvre


Os grandes museus são impressionantes e tornam- se muito cansativos, o Louvre não é uma exceção.... é um consolo.

(Caneta caligráfica, carimbo)                                                                                                                                                                   |«in situ»|

Oficinas do Convento, Montemor-o-novo


Sítio de convívio e trabalho maravilhoso, aberto, convidativo, vegetariano.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Síntese

A realidade é complexa, cheia de detalhes, formas e cores, significados, ideias, memórias, ilusões... Apesar de gostar de me perder em texturas e detalhes, por vezes não há tempo, nem paciência, é preciso sintetizar. Em vez de me deliciar com a melodia da vegetação, as notas musicais da textura da pedra ou terra, o sabor da cor e as suas conjugações em atmosferas, é essencial encontrar o mínimo que defina a paisagem, saber onde parar...
Algo a repetir, até um desenho de uma hora se traduzir em dez minutos.

Breve passagem pelo Forte de São Vicente, Torres Vedras

Ao almoço, uma pequena pausa para desenhar

Este sketch rápido dos amigos, visitantes do Museu da Aguarela no dia 24 de Março, também tinha ficado perdido...

Ninhou ...mais uma borra regatinada

Ficou por publicar este desenho que fiz quando visitámos o museu da Aguarela de RG...mas ainda está a tempo, acho.
Foram os cactos do Torreão do jardim que desde logo chamaram por mim, mesmo antes de entrar na Casa Museu onde tão bem recebidos fomos.
Foi um prazer visitar a exposição do mestre e também ver as nossas obras de USkP.
Iniciativas destas dão gosto!

Paraty`17

O mesmo ângulo, as mesmas cores, os mesmos reflexos na mesma ponte onde aconteceram os workshops que dei no simpósio internacional USK 2014, mas agora com o grupo USK de Paraty entre outros inscritos numa iniciativa do SESC aproveitando o meu regresso a esta magnífica cidade do Brasil.

Escalpelizar

É o verbo que traduz a acção de retirar o escalpe a alguém... desculpe senhor!


Queijadsa finas de Sintra :)


Há mesmo muitos anos que não comia queijadas de Sintra na Boca do Inferno. Uma paragem numa esplanada  foi o pretexto para relembrar o sabor, depois de um calmo passeio pela marginal.


Vila Valente, em Moscavide, de novo.

Uma antiga "vila" em Moscavide, ocupada quase só por africanos, com imensa roupa estendida e miúdos, ...

... vista de cima, numa passagem ao lado do Atlético Clube de Moscavide - daí a rede tipo zoo. Conseguem ver o velhote na cadeira?

Esta é a parte que eu gosto do desenho, o resto cria confusão com tantas cores e corzinhas etc...

Paris


(Caneta caligráfica e carimbo)                                                                                                        |mais aqui«in situ»|

Tomar, dia III

No domingo, decidimos visitar Dornes
 
 
Dornes fica implantada numa península banhada pelo rio Zêzere. Ao chegarmos, o elemento que se destaca ao longe, é a célebre "Torre de Dornes" (desenho à direita), uma estrutura de base pentagonal erigida pelos templários para controlarem todo o rio Zêzere. Gualdim Pais, templário e fundador de Tomar, foi o responsável pela sua construção desta torre. A pedra à vista confere-lhe um tom acastanhado, que se destaca no meio do casario pintado de branco, incluindo a própria igreja que a ladeia.
 
Para chegarmos à torre, temos de passar pelas ruas estreitas, sempre com uma relação visual com o rio. À entrada um posto de turismo, que estava fechado. Os edifícios antigos encontram-se na sua maioria devolutos e alguns em estado de ruína. Rapidamente começamos a ouvir os cânticos religiosos. São 12h, domingo de páscoa, estão todos na missa, menos nós.
 
Ao subirmos até à igreja, o som dos cânticos tornam-se mais audíveis e percetíveis. No largo da igreja, crianças brincam, sob o olhar atento dos pais através de uma porta lateral da igreja.
No topo, para além da torre e da igreja, temos o cemitério com vista privilegiada sob o rio, e que vista.
Antes de regressarmos... o desenho...
 
 
 
Os desenhos saíram da mesma forma, espontânea e com a mão esquerda.
 
Um aspecto que não tenho explicado (e que me têm perguntado), tem a ver com a introdução da cor e da forma como tenho feito nestes últimos desenhos. A resposta é simples. O desenho com a mão esquerda não é um capricho, é uma necessidade e é a 1ª vez que estou a fazê-lo. A insegurança é muita e a falta de coordenação ainda maior. Mesmo quando começamos a ganhar confiança e coordenação, o tremor da mão é diferente, alterando por completo a personalidade do traço. Essa diferença assusta mais quando temos preto sob branco. O contraste acentua essa diferença e torna os "defeitos" mais evidentes. A mixórdia de cores é feita antes do traço, criando uma superfície diferente, dando-me mais confiança quando faço a linha de seguida. Eu sei que pode ser disparatado e sem sentido, mas é o que é, ficando aqui a partilha. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Viagens Ilustradas, em Óbidos

Aproxima-se a passos largos o Festival Latitudes, em Óbidos. 
Como sabem,  estaremos concentrados na Casa do Pelourinho, que será a nossa sede e onde teremos a companhia do Grupo do Risco e dos Usk Barcelona, convidados também a participar no Festival. Será também aí que terão lugar todas as conferências e lançamentos de livros anunciados no programa.No domingo dia 30, a partir das 10h30,  encontramo-nos também  para desenhar.

Relembramos  os associados que este encontro é contemplado com duas Go Sketch,   a que se podem candidatar até dia 22. (Ver AQUI). 
Contamos convosco! 


ultimamente




Algumas coisas feitas nos últimos tempos. Um jantar com a Naz, um outro jantar com um casal turco amigo da Naz que está cá no Porto a estudar, e uma ida ao Porto para ver um concerto dos Portakal (significa "laranja", o fruto, em Turco). Um grupo interessante. Cada um deles é de um país diferente e interpretam músicas, também, de diferentes culturas. A Özüm (a amiga da Naz) é um dos elementos que compõem os Portakal (a segunda a contar da direita). Só o guitarrista é Português.
avista.naocoisas.com

Nevegando sobre as árvores

A Basílica Real de Nª Srª da Conceição, em Castro Verde.
No Encontro de urban sketching promovido pela CM Castro Verde.
Já no sábado será inaugurado pela CM Castro Verde um mural com os desenhos feitos no fim de semana.


comida, viagems e notas na minha cozinha

En casi tudas as cozinhas há este rincao especial onde ficam os recuerdos dos lugares visitados (e tambem a veces a lista das compras :) )

Hora de ponta, a salganhada do costume...

Terça-feira no metro, ao final da tarde

Hoje de manhã no 767

Pequeno Jardim

Um jardim plantado em pleno coração do Chiado!
Sempre adorei a montra desta loja! Uma verdadeira explosão de cor!



Imigrantes africanos no Largo de S. Domingos.



A chaminé do café

A chaminé do café, junto à estação da Parede

Chegada a Paris



(Caneta caligráfica, carimbo e lápis de cor)                                                                                                       |«in situ»|

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Festival Terras Sem Sombra

A convite da CM Castro Verde fomos conhecer e desenhar a Vila. Um mural com os desenhos será inaugurado já no sábado.
Houve ainda oportunidade para assistir a um excelente concerto do FTSS - O Barba Azul, de Bela Bartok - na Basílica Real de Nª Srª da Conceição.
Obrigado à CM CV e parabéns ao FTSS, considerado um dos cinco melhores Festivais do género no mundo.

Pastelaria Versailles


Beco de S. Luis da Pena


Depois de vaguearmos um pouco à procura dum sitio para desenhar qualquer coisa, eu e o Pedro Loureiro subimos umas escadas que eu nunca tinha subido antes e lá fizemos o esquisso do dia. Aqui usei uma mistura de Carbon Black diluída em água para fazer experiências com cor e deixá-la tomar conta do desenho. Mais azuis do lado esquerdo para sombras frias e laranjas e amarelos do lado direito, onde batia o sol.