Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Umas ceroulas azul cueca são o sonho de qualquer passagem de ano...


Parece mesmo o desenho perfeito para o último dia do ano ali na Praça das Flores, em Lisboa. Será que o proprietário estava a secar as suas belas ceroulas azul cueca para entrar com o pé direito em 2016?





O SOL na penúltima tarde de Outono à beira Tejo com... peripécias...


Na semana passada eu e a Marilisa numa decisão abençoada fomos desenhar para a beira do Tejo, ali ao lado do Cais das Colunas, porque o sol estava bem estava instalado a invadir Lisboa e esteve até desaparecer.  


Sentámo-nos naqueles degradaus muito largos, em frente ao rio e em frente ao relvado. Estava um jovem lá deitado  numa posição muito estranha, mas apresentava umas boas cores nas faces... Sugeri várias vezes à Marilisa se não deveríamos ir lá ver se ele estava mesmo vivo... Passada mais de meia hora descobrimo-lo aparentemente bem, a dormir profundamente,  talvez com problemas respiratórios notórios... pelo que tivemos que terminar os nossos desenhos ao som do seu dormir e ainda viemos embora e ele lá continuou no seu sono muito sonoro num belíssimo final de tarde da penúltima tarde de Outono...


2016 a chegar...

Com um desenho feito há alguns dias em Guimarães, desejo a todos os urbansketchers de Portugal um ano feliz junto desta comunidade desenhadora compulsiva, com um espírito coletivo que me apaixona. Que nos possamos reunir muitas vezes em torno do desenho ao longo de 2016! Um abraço!

Igreja N. Sra Piedade

Sermos apanhados desprevenidos, faz-nos bem. E quando vimos preparados para desenhar. Embora o caderno venha sempre para descarga de consciência. 
O último desenho de 2015 aparece assim: com um toque pimentão doce, de canela e café. 

Igreja N. Sra da Piedade, 31 dezembro 2015. Mais aqui.


Desejo a todos um BOM ANO 2016! 


adeus 2015


Para acabar o ano da melhor maneira deixo aqui dois desenhinhos...  e desejo a todos um FELIZ ANO NOVO!

(Grafite e caneta caligráfica EF)                                                                                                                                                   | «in situ» |

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A cisterna em S Julião da Barra

No Encontro 89 USkP

Azáfama na Rua Augusta


Mesmo à chuva a azáfama é enorme. E como este desafio só acaba dia dia 31...

2015 => 2016



Encontro 89 - Forte de São Julião da Barra

Na passagem pelo interior, deparei-me com dois dos objectos que se relacionam com a fundação do forte. A imagem de São Julião era adorada pelo rei D. Manuel, que ordenou a sua construção. As figuras de meditação indianas foram trazidas pelas naus das expedições; fazem parte de um conjunto de colunas que resistiu 500 anos intacto.





Alameda


A aproveitar os dias de sol nestes últimos dias do ano enquanto o frio não nos fecha em casa.
A figura alegórica do Tejo montando um ser meio cavalo meio peixe que está no lago da Fonte Luminosa é da autoria de Diogo de Macedo.

Bombons bons!

Oferecemos a pessoas que gostamos! Bons duas vezes!

2 anos desta coisa


Há 2 anos atrás fiz o meu primeiro desenho em diário gráfico. Este mesmo sítio. Esta mesma igreja. É tão motivante ver as diferenças e o quanto o meu desenho cresceu. Foi divertido voltar a fazer o mesmo desenho, na mesma companhia, com 2 anos de treino mais.

Ambiente de trabalho, com o ano a terminar

Pode o feio ser bonito? Eis a questão ...


Ponte de Lima


Uma das vistas mais bucólicas que conheço. Cada vez que penso em pontes reflectidas na água e cidades perdidas no tempo, esta é uma das vistas que me lembro de imediato. Desta vez, fui lá desenhá-la numa bela (e fria) manhã de Natal.

Florença



 
 


Museu Arqueológico de Florença onde vi uma magnífica exposição pré-colombiana. O Museu é enorme e merece outra visita pois tirando a exposição e a parte etrusca tudo o mais foi visto demasiado rapidamente. Tem um enorme acervo do Egito e da Grécia entre muitas outras coisas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

NATAL


Acabei um caderno a 24 e comecei um novo a 25.



 


Uma manhã passada no Horto Botânico de Florença que, sempre que lá ia, espreitava pelas grades que o ladeiam. Desta vez fui visitá-lo e foi um regalo para o olhar e para a mão.

A árvore é enorme e estende os seus ramos por uma superfície impressionante. Apenas pude desenhar uma ínfima parte.

Natal Rossio


Três desenhos feitos no mesmo dia, na mesma praça em ocasiões distintas. Este primeiro enquanto esparava pela minha companhia para desenhar, o Filipe Oliveira, que marcou um almoço exclusivamente para desenharmos juntos. Deixo aqui um grande abraço e a promessa de repetir o almoço com mais tempo ;)

...e aqui ficou o resultado, um esquisso muito rápido porque já não havia muito tempo da minha hora de almoço. Escolhi desenhar um dos recantos mais ricos de Lisboa, pelas texturas, planos e variedade de ambientes, a Rua da Betesga.


Por último, um esquisso ainda mais rápido que serviu de postal de Natal. A árvore de Lisboa às 18:15 antes da minha viagem de 4h para Ponte de Lima.

Vale d'Azenha, Cela

Perto de Alcobaça, com o seu mosteiro, e de Nazaré, com o seu mar e as suas ondas, fica a vila da Cela, também chamada Cela Nova para a distinguir de Cela Velha. Razões familiares levam-me lá com frequência (já tinha aqui partilhado um desenho da Igreja Matriz) e agora passei a ter um belo sítio onde ficar. Abriu lá um excelente hotel, com uma vista fabulosa, na qual o verde que se prolonga até ao mar... Esse enquadramento ficou para desenhar numa próxima ocasião, na primeira visita optei por captar a arquitectura do Hotel Vale d'Azenha.


PS: Está na hora de publicar os desenhos que faltam de 2015! Os próximos seguem dentro de momentos.

Panorâmica montada


Como se desenha uma grande panorâmica num caderno pequeno?
Já encontrei diferentes soluções para este problema, mas desta vez fiz tudo na mesma dupla página e montei depois em photoshop. 

A página original (e a história do desenho) está aqui.

Encontro 89 - Forte de São Julião da Barra

Uma das salas por onde passámos estava decorada com mesas e cadeiras, dir-se-ia daquelas vindas de caves de provas de vinho. Aqui e ali reconheciam-se partes das pipas onde o vinho descansa. Mas na forma de cadeiras, estas pipas revelaram-se agradáveis para descansar da caminhada. Com um pequeno pormenor: em cima da mesa jazia um barco rebelo, o único que desenhei até hoje. Era realmente detalhado!




segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Encontro 89 - Forte de São Julião da Barra

Naquela visita, fomos surpreendidos pelo vento ciclónico e pelas ondas, cuja espuma invadia as partes mais baixas do forte, como um navio no mar alto. Percebi então que lá dentro ficaria melhor.

Detive-me nas salas abobadadas, umas mais estéreis, outras mais humanizadas pela mobília. Mais: reparei que as salas tinham diferentes temas. Nesta sala, os pratos de porcelana ocupavam prateleiras nas paredes, e as cadeiras rústicas lembraram-me as casas típicas da Beira. É um recanto surpreendente nesta residência oficial do Ministro da Defesa.




Coimbra medieval e moderna

A visita de estudo do 1º Ano de Arquitectura do IST foi este ano a Coimbra, como habitualmente para ver e desenhar no sítio, espaços e construções históricas e contemporâneas.


Uma esplêndida maqueta na Torre de Almedina explica a muralha e as principais construções de Coimbra na Idade Média e a razão de para lá se ter mudado o bispo da plana Conímbriga, fugido das investidas bárbaras.

Uma residência universitária projectada pelos Aires Mateus, há uns anos, no Polo II da universidade, numa encosta onde o Mondego meandra a Nascente, resistiu bem ao tempo, apesar de revestida a madeira (salvo erro - contraplacado marítimo, mas não me esgueirei ao perto..)

S Julião da Barra

No Encontro 89 USkP

Ainda o Natal

Fiz bolinhos de jerimu

Baía de Cascais e os rostos dos últimos tempos.

Não tenho tido muita disponibilidade para desenhar nos últimos tempos, mas os rostos da linha de Cascais, esses são sempre esperados e registados :). No dia 26 deu para um passeio pela Baia de Cascais na praia dos pescadores, e sentei-me um bocadinho a apreciar a vista...







O Joãozinho quis-me deixar uma recordação no caderno e ao virar da página, cá estava ela :)

As festas também cansam

A minha mãe numa sesta natalícia.


Natal é no Alandroal

Já é uma tradição, o Natal dos ÉvoraSketchers é no Alandroal. Recebemos a visita de amigos que vieram de Lisboa (a estreante Joana e o velho conhecido Filipe Almeida) e de Lyon (julgo que o Manoel não terá vindo propositadamente para o encontro mas assim sempre damos um ar internacional). Na "fotografia" só ficaram estes quatro que ansiavam pela sobremesa..
E aproveito desde já para desejar um grande 2016!

Quinta das Conchas

 
 


Ontem de manhã desenhando, numa dupla página, partes do meu percurso habitual.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Molduras

Depois de dar uso ao avental e ajudar na tradicional filhós, trocar de turno leva-me a esperar riscando o papel, desta vez na sala da avó cheia de molduras recheadas de retratos.


Timor



A 13 de agosto passado, eu e a Ketta estávamos em Díli, Timor-Leste, terra onde a Ketta nasceu e que já foi um dia dos portugueses (como é possível termos chegado ali tão longe!?!?!).

As primas da Ketta queriam vir sempre connosco desenhar, pelo que decidimos dar uns workshops de diário gráfico para elas se entusiasmarem. O primeiro exercício foi lançado pela Ketta. Estávamos junto ao mar e a linha do horizonte via-se muito bem. Ela, em vez de falar da famosa linha que nos ajuda a todos a compreender a perspectiva, decidiu pedir para fazermos uma mancha azul na parte de baixo do caderno. Quando a aguarela secou disse-nos a todos: "estão a ver o limite superior da mancha azul? É uma linha horizontal que se chama linha do horizonte. Se repararem bem, vão ver que os mastros dos barcos se cruzam com ela em diferentes alturas. Agora é só desenhar".

Achei brilhante esta forma de explicar aquilo que eu faria com teoria primeiro e só depois com prática...

O segundo exercício passava por aproveitar os restos de tinta azul que tinham sobrado da primeira mancha (os recursos eram escassos). Salpicámos à balda as páginas dos cadernos e depois fomos à procura de conchas na praia. O resto, acho que dá para perceber...


Saudades de Timor...

Desafio 61 - A azáfama das compras

Agora que a azáfama das compras de Natal já passou, aqui deixo um registo da Rua Augusta, em Lisboa, no seu auge.
Esta é a minha segunda proposta para o desafio em vigor. Podem dar aqui uma espreitadela da primeira Link  
Espero que gostem e boas festas para todos.



... ainda S. Julião

A vida é uma coleção de escolhas ... cada vez me convenço mais disso. Foi em Sintra que um casal simpático me disse que valia a pena desenhar o Forte de S. Julião. Tanto trabalho me esperava lá em casa ... pilhas de papel a chamarem-me por mim ... Mas o convite era apetecível e o mail para a Ana foi enviado no limite. Desenhar o Forte? Se calhar ia ser giro. Seria eu capaz?

E lá escolhi o desenho ao trabalho. Se valeu a pena? Vale sempre a pena, já o dizia o Poeta ;-) 
Ao frio juntaram-se as vozes, os sorrisos e as palavras de um grupo formidável e caloroso que fez com que o frio e os medos se dissipassem ... Atrevi-me a pincelar e só tenho a agradecer, mais uma vez ... por este bocadinho tão BOM!

Quinta das Conchas



Ontem no passeio matinal na Quinta das Conchas. Desenho rápido que o frio apertava.

Fátima