Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O poeta e a igreja

Mais um registo na Praça de Londres. Desta vez a Igreja de S. João de Deus surge acompanhada pela estátua do poeta, jornalista, advogado, deputado e sei lá o que mais, Guerra Junqueiro.


Parque dos Poetas -Oeiras





Desenhar num intervalo da hora de almoço no Parque dos Poetas - João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett


Desenhos de Espera II - T.Vedras

Quando marcamos mesa num restaurante para as 20h, não é suposto sair de casa as 20h... Eu cheguei as 19h30 e só não morri de tédio porque até consigo encontrar algo interessante num parque de estacionamento desolado e feio. Bem que este descampado podia ser no topo de um miradouro...

DEU-LA-DEU


Depois do jantar, um copo na casa Independente



Casa Independente

Exposição de fotografia na Casa Independente em Lisboa
Lápis : Marcador : Caneta de Feltro : Tinta da China

Por muito que deseje chuva,
que muita falta faz à vida,
já cheira a praia ...


Xaile

Este desenho conta duas histórias.
 A primeira diz respeito à peça sobre a qual está estampado o padrão, e que é um xaile. Esta palavra deriva de " xale" que tem origem na Ásia Central. Em Kashgar(actualmente na China)esta palavra significava peça de tecido para envolver no corpo.
A segunda história é o padrão chamado "paislay"(parece uma folha curvada) que talvez se possa traduzir por cornucópia. Este padrão tem origem no Afeganistão e foi difundido até Cashemira ,Índia,
no Século XVIII. Daí estendeu-se por toda a Ásia e Médio Oriente chegando a Inglaterra que o reproduziu amplamente. Nós conhecemos esse motivo nos tecidos das gravatas.
Este desenho foi feito a partir de um Xaile de seda estampada adquirido na Índia, Cashemira,
Leonor Janeiro

Jardim Casa Roque Gameiro



Rota do Românico I

Pensava que as férias seriam tranquilas, entre vinhas e água doce, mas enganei-me redondamente. Reparei, pouco a pouco, que o granito das fragas também dá forma aos mais frágeis e singulares edifícios. As férias acabaram por trazer novas descobertas, novos lugares e novas pessoas. E no fim, por incrível que pareça, o melhor ficou por conhecer.


O mosteiro de Santa Maria de Cárquere lança um olhar que contempla, lá em baixo, o serpentear do Douro, e no alto, o planalto beirão. Diz a lenda que ali, com água daquelas nascentes, se curou D. Afonso Henriques, e fez-se o mosteiro. O que resta mais parece uma colagem de fragmentos, com arcos, portas e janelas que hoje apenas recortam o céu e o passar das nuvens.


O mosteiro de Tarouca pode estar fora da rota turística, mas quase fica em caminho. A escala monumental daquelas ruínas merecem qualquer viagem. A igreja está bem conservada e também nos mostra o trabalho artístico de várias épocas.


Salzedas fica no mesmo concelho e o mosteiro não é para menos. Também pertenceu à Ordem de Cister e, visto do café da aldeia, presta-se a um desenho bem mais demorado do que aquele que fiz.




São Pedro de Águias foi provavelmente a maior surpresa desta viagem, e certamente um dos tesouros mais bem guardados em Portugal. Trata-se de um ermitério, construído junto de um penhasco do rio Távora, num equilíbrio instável entre a gruta de granito e as águas furiosas do rio, mesmo num ano de seca. É surpreendente ver como aquelas esculturas delicadas que ladeiam os portais sobreviveram ali, durante quase um milénio.


Enquanto desenhava, fui surpreendido pela chuva. Valeu-me o abrigo da gruta, mas nem assim consegui evitar alguns salpicos na aguarela.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Expessura do Tempo

Numa organização da CM Castelo Branco, desenhando nos arredores da Cidade.
O Rio Ponsul (localmente diz-se Pinsul) é um afluente do Tejo e esta ponte já foi charneira fundamental nas comunicações regionais.


Magnólias do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra




Encontro10 USK P Açores -Terceira

Emanuel Félix
 Emauel Félix
Manuel Martins
 Tomás Câmara
 José Ávila





Pequenos estudos na Abadia

Rodeado por uma envolvente montanhosa de extraordinárias paisagens, o Santuário de Nª Srª da Abadia, em Amares, é dos meus refúgios preferidos. Gosto de lá ir nesta altura do ano, quando o frio já não torna o desenho impraticável, as mesas de piquenique ainda não estão cheias de famílias alegres e ruidosas, e o rio, engrossado pelas chuvas, se atira estrepitosamente contra os rochedos que vai moldando.


Entre o denso emaranhado vegetal, penedos de feitios diversos, moinhos em ruínas, muros cobertos de musgo, umas capelas desgarradas e, claro, o belo templo barroco, não faltam motivos para encher cadernos e esvaziar canetas.


Confesso que tinha levado um caderno maior e as aguarelas para um desenho de maior fôlego, mas o que estava mesmo a apetecer era andar daqui para ali registando o que ia apetecendo... Como sempre, soube a pouco.

Casa Roque Gameiro na Amadora



No interior, achei esta salamandra um mimo :-)

Metro lisboa



Uns rabiscos debaixo da terra.

++ Estufa Fria



Perspectiva Equirectangular - How-To

Já reparei que a perspectiva esférica equirectangular está cada vez mais na moda entre os urban sketchers. Pensei propor um worshop a esse respeito para os encontro dos urban sketchers no Porto, mas acabo de perceber que no meio dos afazeres deixei passar o prazo! :-O Vai ter que ficar para o ano que vem.

Sendo assim, resolvi deixar aqui alguma informação sobre o assunto. Este verão tive o prazer de ir a Macau apresentar uma palestra sobre essa perspectiva no Artech 2017, e deixo-vos aqui uma cópia, para quem achar útil.

Guidelines for drawing immersive panoramas in equirectangular perspective in Proceedings of the Artech 2017, Macau, China (cópia no repositório da Universidade Aberta)

A minha ideia era ir um bocado mais longe do que simplesmente traçar por cima de grelhas feitas por computador, que é a estratégia habitual. O artigo explica como desenhar sem grelhas, e também como fazer as grelhas à mão, e descreve ainda toda a geometria esférica por detrás desta perspectiva. É um bocado matemático, mas tem implicações puramente visuais; em particular tem consequências interessantes sobre como usar as grelhas de forma mais produtiva. Era este último ponto que pretendia explicar no worshop. Em vez disso vou tentar fazê-lo aqui nos próximos tempos.

O exemplo que está no artigo é o desenho que já coloquei aqui em tempos: as escadas do meu prédio:


que quando visto em VR no flickr ou facebook fica assim (cliquem em cima para ver em 3D)

Equirectangular perspective of stairwell

O que o torna interessante é que tem rectas inclinadas que não são parte das grelhas habituais. Para traçá-las é preciso perceber bem a classificação das rectas e pontos de fuga na perspectiva equirectangular.

Vila Moura em manhã de Inverno

Foi neste Carnaval que passei por Vila Moura.
Gosto de sentir a quietude e a beleza da Marina numa manhã soalheira de Inverno. Tive sorte, porque estava mesmo assim como a desenhei.