Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Igreja de São Domingos

Em Lisboa existem sítios mágicos.
A Igreja de São Domingos, ali bem perto do Teatro Nacional de D. Maria II é um deles.
Foi ali, que há 510 anos teve início um dos mais trágicos massacres da história de Lisboa, em que morreram entre 2 mil a 4 mil judeus. A Alexandra Prado Coelho escreveu uma belíssima crónica no Publico, sobre a igreja e a sua história, e que pode ser lida AQUI.

Esta Igreja, datada do sec. XIII, e que foi quase totalmente destruída pelo terramoto de 1755, sofreu um violento incêndio em  13 de Agosto de 1959. Durante o combate ao fogo, dois bombeiros perderam ali a sua vida, e hoje, também essa história trágica está gravada nas pedras enegrecidas e engelhadas do seu interior.

Entrei na igreja pouco passava das quatro horas. Pelos altifalantes colocados nas paredes saía uma melodia de arte sacra primeiro, música clássica depois. Caminhei lentamente pela lateral esquerda, fui até à zona do altar, e dei a volta pela lateral do lado direito. Cheguei-me perto de uma das colunas de pedra negra queimada pelo fogo, toquei-lhe com a mão, quase  a imaginar que me poderia queimar ou mascarrar a mão de fuligem. Desci o degrau que separa esta lateral do espaço dos bancos de madeira, para o voltar a subir no corredor central, descer de novo e voltar a subir. A meio da nave, parei em frente de um pequeno escadório, no cimo uma imagem linda de Nossa Senhora, num estilo Português Suave. Senhora do Rosário, acho que era assim que se chamava. Em baixo, exposto entre umas placas de acrílico, estava um pano branco muito velho, parte de um lenço que a irmã Lúcia usava no dia 13 de Outubro de 1917, no milagre do Sol, ao lado, o seu pequeno Rosário.

Sentei-me no degrau, de costas para a imagem de Nossa Senhora, sem medo dessa afronta. Virei-me para o espaço do altar e para a lateral da Igreja, fixei-me nas pedras ora negras ora amarelo ocre, e no tecto abobadado pintado de rosa-alaranjado. Desenhei aquele lugar despojado, com quase todos os meus sentidos despertos. Quase não olhei para o caderno, a caneta poucas vezes se levantou do papel. Espalhei os meus lápis pelo chão de mármore, depois de dar cor ao desenho, e de secar a aguada, decidi pegar num lápis de pau, para lhe dar a textura e o odor do carvão, o mesmo daquelas pedras negras queimadas.


Messias, Haendel.

Mesmo magriço não caberia mais ninguém na plateia nem no palco. São assim os Concertos Participativos na FCG.
Mas estes enormes coros ficam muito bem tanto no MESSIAS como nas CARMINA BURNA. Hoje foi o Messias. Amanhã, o mesmo programa, é transmitido em directo na Antena 2. Vale a pena.

Foz Côa - caderno exploratório

Uma das gravuras mais fascinantes de Foz Côa é este auroque (antepassado do boi e da vaca que tinha o dobro do tamanho deles) que tem a cabeça de frente para nós. Perguntava-nos o arqueólogo que nos acompanhou: Quem olha quem?



Antes da ida a Foz Côa, diziam-me que a visita noturna, embora cara, era a que valia mesmo a pena fazer.
Com a ajuda de uma lanterna LED, o arqueólogo mostrou-nos com fascínio e emoção, as gravuras da Penascosa. Depois, com a ajuda das luzes dos telemóveis, pastéis de óleo brancos e aguarelas, tentámos que o caderno trouxesse um bocadinho daquele local mágico...

Mais gravuras aqui.

Terapia canina e desenhos partilhados a 6 mãos

Rita e Jackie, friends forever...


Desenho por Monia Abreu e Marilisa Mesquita
Pintura por Rita Caré
Apoio moral por Rita Catita


Restauradores


Devia ter ido lá há uma semana atrás, mas desta vez o local estava vazio, só para mim. A isto eu não chamo intervalo para almoço... é mais sobremesa ;)

Em viagem

A caminho do Porto...

Ti Ana

Eu e a Nini temo-nos apercebido que tanto Avós como Tias-Avós têm duas fixações extremas no que respeita a crianças, a comida e o agasalho. A Ti Ana é a mais velha das tias-avós da Alice e para ela, sobretudo no Inverno em Castelo Branco, não existe o "ela está bem agasalhada". Mesmo com a lareira acesa e a Alice deitada na alcofa e bem coberta por um sem número de mantas, lá interrompia as palavras cruzadas para tapar um pouco mais a menina.


18 dez. Encontro de Natal - vamos desenhar em família

estão todos convidados...
Torres Vedras... entrada livre
 
com:
André Duarte Baptista
Bruno Vieira
Pedro Alves
 
 
inscrições: André Duarte Baptista - sketchcrawl.ccctv@gmail.com

sketchbook therapy


No passado sábado, os USKP-Norte organizaram um encontro no interior da Sé do Porto. Só pude aparecer por volta das 15h e com a chuva que começou a cair, só deu para um desenho no interior na escadaria Nasoni. Um encontro a repetir sem dúvida!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Desenhar Campo de Ourique

No dia 17 de Dezembro vamos continuar a desenhar o bairro! O encontro é ás 10h00 à entrada do Cemitério dos Prazeres , (Praça São João Bosco) onde se encontra a maior e mais antiga concentração de ciprestes da Península Ibérica. Vamos poder desenhar no Mausoléu dos Duques de Palmela (onde se encontram trabalhos de Canova e de Teixeira Lopes). Mas há outros percursos igualmente interessantes. 

Isto não é um urban sketch...

... mas vem a reboque do outro...
A Quinta do Ferro fica-me fora de caminho e os dias são curtos pelo que cheguei já muito tarde.
Desenhei até onde consegui. Depois fotografei com o telemóvel e, em casa, desenhei a noite com lápis de cor.
Bem sei que estou pisando o risco mas este desafio é interessantíssimo e, dadas as circunstâncias, decidi assumir a transgressão.


Aquela rua de lado

Aquela rua de lado que separa os dois corpos do Centro Cultural Olga Cadaval onde passo quase todos os dias depois de estacionar o carro já me tinha chamado à atenção. De facto esta não foi a primeira vez que a desenhei e certamente não será a última. Tal como o resto do edifício este recanto é um exercício interessante.



Concerto de Norberto Lobo

Norberto Lobo atuou no requalificado Teatro da Vista Alegre, agora Laboratório das Artes em Ílhavo. Fui com curiosidade de ouvir um musico que não escutava à muito tempo e me recordo de gostar muito de algumas obras e de outras não tanto... portanto fui na expetativa e saí exatamente com a mesma impressão :). Mas estava também curiosa por conhecer aquela sala de espetáculo que foi criada à cerca de 200 anos e que foi o entretem para os trabalhadores da fábrica de porcelanas. Não desiludiu, é muito bonita... mas húmida, e fria e as minhas mão ficaram geladinhas... assim que fiz o desenho essencial, recolheram-se aos bolsos :)


Casa abandonada

Casa abandonada em Paço de Arcos

À espera


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

FTSS, Beja

Em Junho fomos a Beja, à sessão de encerramento do Festival Terras sem Sombra, e não nos arrependemos.
Um excelente concerto, uma interessantíssima actividade de divulgação de biodiversidade e a oportunidade de um passeio numa cidade que me é quase desconhecida.

Desenhar com Luís Frasco no Museu do Carmo

Foi muito bom ouvir o Luís e conhecer o seu percurso, o museu é lindo, não conhecia mas não faltarão oportunidades de lá voltar :)



Nini on the wheel


Mais um rabiscado no metro