Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

SINGAPURA ( 6 )


Saint Joseph´s church.


Uma banca de adivinhação do futuro, no meio do mercado. À entrada tinha um pequeno altar com um buda.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desenhando por Lisboa


Um dia cheio de sol, de desenhos, de bom convívio e uma sardinhada com "efeitos especiais" de fumo. Agradeço ao Pedro Loureiro por esta fantástica ideia que nos levou a percorrer miradouros e ruas de Alfama. Aqui fica o registo da primeira paragem.


Largo Duques do Cadaval e Terraços do Carmo

No Encontro com as Sketchers

El Rocio e mais calor

Nem sempre são os lugares mais bonitos a dar-nos os mais bonitos desenhos. Neste caso fiquei muito satisfeito com o resultado final de um desenho feito num caderno panorâmico com difíceis dimensões para desenhar "em cima da perna".
De noite, muito de noite, aflito com o calor que ainda se fazia sentir, na esplanada de lugar não muito bonito, de um péssimo restaurante, numa localidade chamada El Rocio, às portas do parque nacional Doñana.
Bebi um litro e meio de água. Aproveitou-se o desenho.

Desenhar pode ser uma profissão de risco - Lamego #3

Mais uma ida a Lamego para registar esta magnifica casa Quinhentista antes de se iniciarem as obras. Deu para perceber que houve evoluções quanto à sua degradação, alguns elementos que desenhei na visita anterior já não existiam. Desta vez fiquei mesmo com a sensação que desenhar também pode ser uma profissão de risco, eheh :D
As fotos são da Alíce.
Mais desenhos desta casa em http://suzananobredesenhos.blogspot.pt/search/label/Lamego








"Único pedido, desenhar este buraco, de resto desenhas o que quiseres." Fiquei mesmo com a sensação de uma profissão de risco eheh :)



instantes com pessoas dentro

um deste dias a minha vizinha do toldo nem deu por nada e eu, ainda assim, a medo, fiz uns traços
em casa completei a tinta e coloquei o jornal
mas os pés ficaram abonecados...





 os senhores ali à babuja estavam a pedir: faz ao menos os contornos
e eu atrevi-me
(havia um terceiro, mas censurei-o, que onde já se viu apenas dois cavaqueando?!)
este foi ousadia, mesmo,  e a culpa foi do espelho que alguém colocou ali à minha frente

Boas Férias!

Boas férias para todos e até dia 17!
!

Na praia !!


Desenho pouco Zen no Luso Zen


SINGAPURA ( 5 )


Pequeno almoço: Kaya bun and coffee por 2,4 dólares em Berseh Food Center. Tempo para experimentar a hero pen comprada na véspera.


Workshop com Marina Grechanik e Ea Ejersbo: "Face the city".




Um fim-de-semana em Londres (parte 2)

A paragem seguinte foram os Kensigton Gardens. Enquanto esperávamos por uns amigos, tive tempo para desenhar o Royal Albert Memorial com os seus detalhes intermináveis e o Royal Albert Memorial, do outro lado da rua.



Não houve espaço para mais desenhos nesse dia. No dia seguinte, antes de seguirmos para o aeroporto, ainda tivemos tempo para uma visita ao Museu de História Natural. Enquanto esperávamos para entrar, captei a bela portada. Francamente, o edifício revelou-se o melhor do museu e despedimo-nos desta bela cidade. Até breve!


Lisbonne, la visiter c'est l'adopter parte #2



Depois do almoço, juntámo-nos, debaixo do arco do triunfo da Rua Augusta, com um segundo grupo de desenhadores que tinham estado na oficina do Eduardo Salavisa na Casa-Museu Vieira da Silva, e que também tinham uma convidada do estrangeiro - a Nathalia do Brasil. Com renovados efectivos e energia, o grupo do cheiro a sardinha e o grupo da oficina juntaram-se e lançaram-se em excursão para explorar os recém-inaugurados Terraços do Carmo, um espaço público em plataformas no sopé das ruínas do Carmo, sombreadas, com vista sobre a parte norte do centro histórico.



Lá, pusemo-nos confortáveis, convivemos e desenhámos, até chegar a hora de terminar.



Apesar de a maior parte do grupo estar a caminhar e a desenhar desde as 10 da manhã, ainda havia malta com vontade de continuar! Assim, alguns sobreviventes desceram a colina até outra área recentemente renovada - a Ribeira das Naus - que era, até há pouco tempo, sem nome e pouco hospitaleira, mas é agora um passeio agradável à beira-rio, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, onde nativos e turistas vão para disfrutar do marulhar e da frescura da água. Pelas 8 da tarde, separámo-nos relutantemente. Foi um bom dia, e com sorte, terá sido uma forma bonita de dar as despedidas à Evelyn e à Alejandra, e também de dar as boas vindas à Nathalia.

Rabiscos de restaurante



Jantar com um grande grupo de pessoas mais a minha filha é uma tarefa que roça o impossível... Felizmente, ando sempre com o bloco e tudo o que são materiais de pintura para que o leque de opções seja vasto... muito vasto... Enquanto que uns se contentam com videos no iPad (reconheço agora a sua importância) a Lia apenas gosta dessas coisas por uns meros 5 minutos... Depois tem de se expressar de outra forma, a forma que vêem no desenho de cima em grande evidência. Ficam estes desenhos a duas mãos, que espero um dia mais tarde terem melhor qualidade (da minha parte claro ;)

À espera do almoço


Depois de uma manhã ensolarada de Domingo a desenhar pela colina da Sé do Porto, descemos até à Ribeira e parámos numa esplanada mesmo junto ao Cubo. Estava calor. E tínhamos fome. E os pratos demoravam. Mas resolvi pegar no bloco para matar tempo. À minha frente sentavam-se a Elsa, o Abnose e o Jorge. Entre um nariz e uma orelha, o tempo voou e, quando menos dei conta, lá chegaram as vitualhas. Não, não comemos bem, mas estivemos em óptima companhia!


(As cores vieram em casa. Quanto aos desenhos da urbe, esses mostrarei depois. Outra imagem do local aqui.)

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sketchers nas Portas do Sol

No ótimo Encontro organizado pelo Pedro Loureiro, para as visitas.

SINGAPURA ( 4 )

Workshop da tarde do primeiro dia: "religions and popular devotion in multicultural singapore" com Simo Capecchi. O workshop estava muito bem estruturado e logo no início Simo explicou-nos, com a ajuda de duas asiáticas que estavam no grupo, alguns dos rituais que se praticam no interior do templo Budista. Depois fomos desenhar para o interior do templo.





No final ainda houve tempo para desenhar no exterior do templo Hindu, situado mesmo ao lado.
No último desenho Luisa Hung está recebendo uma massagem no braço enquanto conversa com o casal de "terapeutas". Mais tarde escreveu o diálogo entre eles.


Alguns dos participantes em frente ao templo: Luisa Hung, Marina Grechanik, Simo Capecchi e Richard Alomar. Não sei o nome da colega que estava sentada.

Calorzinho bom !

Quando ao calor do Verão se junta o calor humano ... sai desenho feliz! Os amigos ficaram do lado de cá ... no papel ficou a tentativa de captar o que a vista alcançava. Estava CALOR! O desafio já passou, mas o desenho ficou. E que bom que é ser desafiada. Lá temos um motivo para partir em busca do desconforto. Bom mesmo é quando encontramos ninho nos rabiscos :-)

Sobreposições...#10



Foi o nosso pimeiro dia de praia chegámos cedo, e foi um dia muito agradável. Eu e o António divertimo-nos à grande. Ainda deu tempo para uns desenhitos.

(Caneta caligráfica EF, Windsor & Newton Water colour Marker, Faber-Castel PITT artist pen White 101*** a)                | «in situ» |


Lisbonne, la visiter c’est l’adopter parte #1

Roubei o título deste post da Alejandra. Foi algo que ela escreveu no seu facebook, depois de regressar da sua viagem, que nunca me tinha ocorrido, mas que provavelmente está presente nas mentes de pessoas que não são de Lisboa, mas que vivem, já viveram ou a visitaram, mesmo que por um curto período de tempo. Eu adoptei a cidade de Lisboa também, sem nunca me aperceber plenamente disso.


A manhã do sábado passado viu um grupo de Urban Sketchers Portugueses juntos em Alfama, prontos para passar o dia a desenhar e a conviver com a Evelyn e a Alejandra, as duas desenhadoras Parisienses em visita a Lisboa. 


Visitámos o topo e a base de Alfama – o miradouro das Portas do Sol e o outrora-à-beira-rio Largo do Chafariz de Dentro. Entre a manhã e o princípio da tarde, o grupo dispersou e serpenteou pelas travessas estreitas e pelos odores característicos da Lisboa medieval.

Ao almoço, a coisa ficou nebulosa. O vento empurrava o fumo da gordura das sardinhas assadas na nossa direcção, no restaurante-pátio onde o grupo almoçou. As sardinhas estavam uma delícia, mas ainda foi uma delícia maior respirar o ar puro fora da influência do fumo da grelha!

Monumental cidade de Ronda

Se o tema do último desafio era calor, não é menos verdade que andar por estes dias em Ronda também é um desafio. Durante os próximos dias vou chatear a malta com desenhos feitos na passada semana na Cidade Sonhada, inspiradora de Orson Welles ou Ernest Hemingway, cidade-berço daquela "espécie de desporto" a que se chama Tourada. Mesmo não sendo particular apreciador, a inscrição desta tradição é tão indelével nesta nesta região de Espanha, que quase me fez sentir a tal afición. Sentado numa esplanada incrível do Hotel Dom Miguel, entre duas cañas ao fim da tarde, desenhei rapidamente a Puente Nuevo, maior ícone da cidade. 

As meninas e os leões

Não resisto a mostrar um desenho, feito no zoo já há uns tempos e já mostrado aqui, de que me lembrei quando estava a fazer o desenho de cima. Este foi feito nos terraços do Carmo, sábado passado. As meninas e os leões estavam a descansar ao sol depois de uma bela refeição.



SINGAPURA ( 3 )


o "The New Paper", jornal de Singapura, publicou ontem um artigo sobre o Simpósio onde apareço a desenhar e no artigo estão algumas citações da entrevista que me fizeram. Pode-se ler o artigo online em- http://www.tnp.sg/news/singapore-news/sketching-singapore-its-actual-state

SINGAPURA ( 2 )

 Primeiro dia do Simposio, 7 e meia da manhã. Primeiro desenho do dia na rua do meu hotel em Little India. As lojas ainda não estavam abertas mas em meia hora tudo isto se enche de gente, sons e cheiros.

 Workshop "Pointless perspective and colored shapes" com Liz Steel.


Liz em acção e o resultado final para a posteridade.

Almoço num mercado interior com centenas de pequenas lojas de comida: chinesa, malaia, indiana, indonésia,.... Comi "onion ginger pork" e sumo de lima. Bom e barato.