Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Encontro RITZ FOUR SEASON'S HOTEL


Encontro de diários gráficos
ENCONTRO USkP Nº95
RITZ FOUR SEASON’S HOTEL LISBOA
Data: 2016-02-20


Iremos desenhar nas áreas públicas do hotel nomeadamente o lobby, circulações, salão nobre, escadarias, jardins e terraço, numa suite e na cozinha.
Está completamente fora de causa a possibilidade de desenhar hóspedes do Hotel.
Há peças de grande interesse entre espaços, mobílias e equipamentos, obras de arte, vistas, etc.
Para abrir o apetite podem consultar-se os seguintes link:

Por questões de segurança e para distribuição de pessoas pelos espaços (por exemplo na suite e na cozinha não poderão permanecer muitas pessoas em simultâneo) será necessária a inscrição prévia, com indicação do local onde se pretende desenhar, através do email vasco.leitao@fourseasons.com  

Sem um início formal poderemos entrar no hotel a partir das 10:00h e começar a desenhar nos locais constantes da inscrição.
A entrada será pela porta de serviço (contornando o Hotel é de lado, na Rua Marquês de Subserra).
Será preciso deixar uma identificação com fotografia e usar uma fita "visitante" ao pescoço.

Às 17:00h juntamo-nos no Salão Nobre para lanche, converseta e bisbilhotice de cadernos.

Os desenhos, digitalizados em 300 ppi podem ser enviados para a morada vasco.leitao@fourseasons.com   para publicação no facebook do RITZ FOUR SEASON’S HOTEL LISBOA e, eventualmente, para uma exposição ou catálogo. Para isso deverá ser enviado email com autorização:

 “Autorizo o RITZ FOUR SEASON’S HOTEL LISBOA a reproduzir as imagens enviadas em anexo para divulgação no facebook e para exposição ou catálogo.”

Caso venham a ser utilizados no facebook, exposição ou catálogo cada sketcher que entregar desenhos terá pelo menos um trabalho publicado, sempre com referência do respetivo autor.
Para utilização dos desenhos em outros media que não o facebook, exposição ou catálogo o Hotel entrará em contato direto com os autores.

Por favor identifiquem os post relativos a este Encontro com a etiqueta Encontro 95



DESENHAR É PENSAR

Tenho um familiar com Alzheimer internado numa unidade de cuidados continuados. Muitas vezes, para combater a tristeza de visitar quem não me reconhece, desenho os residentes da unidade, quase todos no ocaso da vida. E, enquanto tento tornar dignos aqueles meus pequenos desenhos, penso. Penso na curva da vida, na percaridade. Penso, alheio-me, interiorizo-me.
Desenhar não é um exercício de distração mas sim um exercício de concentração.

À noite em Torres Vedras

Se vamos jantar a uma casa que não a nossa, há que inspeccionar as janelas, nunca se sabe as vistas deslumbrantes que elas podem ter...

Igreja Ortodoxa Romena em Lisboa

Foi inaugurada hoje a segunda parte da exposição na Casa dos Mundos, onde a Inter-Religiosidade se juntou à Inter-Culturalidade para retratar a diversidade da nossa cidade de Lisboa. Pediram-me a mim e à Rosário (que fez belos desenhos) para desenharmos a Igreja Ortodoxa Romana, na Igreja de São Crispim, na Rua de São Mamede.

Como o prazo era curto, à segunda tentativa conseguimos coordenar-nos lá aparecemos num domingo de manhã. Quando cheguei, a sala já estava cheia. Encontrei um canto, perto da entrada e comecei a desenhar de pé, caderno na mão, um elemento de cada vez para ultrapassar o susto com a quantidade de detalhes que tinha à minha frente. Este foi o resultado:


Virei a página e pareceu-me que o trabalho ainda não estava terminado. Enquanto concluía o primeiro desenho a igreja foi enchendo, mas reparei que, por cima das cabeças, se continuava a ver um dos altares onde um símbolo ortodoxo (o quadro com a imagem de Cristo em estilo bizantino) se sobrepunha a um símbolo bem católico (a imagem de N.ª Senhora com o menino). Que melhor forma de mostrar o encontro de religiões?

Corajosos, valentes e sobre tudo bons estrategas



O Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota recebeu-nos no 3º Encontro dos Oeste Sketchers. De salientar os que apareceram de novo e sobretudo os novos no verdadeiro sentido da palavra, estamos muito contentes com a adesão e entusiasmo da gente jovem.
Saímos do CIBA com o coração cheio de orgulho de pertencermos a este povo.
Corajosos, valentes e sobretudo bons estrategas foram os nossos antepassados.

Viaduto

Passei hoje na rua da Cintura do Porto de Lisboa, debaixo do viaduto da Infante Santo, num momento em que a chuva parou e houve um bocadinho de sol. O  viaduto ficou lindo, brilhante  e colorido.Não resisti, e pus os 4 piscas...


Todos em curto circuito

No Museu da eletricidade, no Workshop "curto circuito", no 1º desafio (DA SOMBRA SE FAZ LUZ) com Filipe Almeida e Luís Frasco.

E no 2º desafio desenho a linha e desenho com aguarela, com Vicente Sardinha e José Barreiros.



No 3º desafio "Desenhar de olhos bem abertos" com Pedro Loureiro e Rita Caré.



Oficina de Desenho, com Clara Nubiola



Desenhos rápidos de 10 minutos, registando um percurso aleatório, próximo do Jardim das Amoreiras, nem sempre à procura dos locais mais bonitos.

Todos em curto-circuito

Escolhi apenas 3 desenhos para partilhar aqui, pois todos os outros podem ser vistos no meu blogue Metamorfoses do Risco.

Proposta da Jeanne Waltz e do Francesco A. Milanese

Proposta do Vicente e do José Barreiros

Proposta da Rita Caré e do Pedro Loureiro
 

Skyline : Lisboa

No Miradouro de Santa Catarina deslumbrado com o pôr-do-sol
Caneta Uniball : Caneta de Feltro

Skyline ou «oceanline»??

Uma skyline exige a determinação do recorte e menos elementos do que aqueles que mostro no desenho, bem sei. Na ilha, sobretudo em zonas não urbanas, perdem-se os elementos de contexto apenas com a linha de configuração. Esta publicação reflete sobre essa ideia de limite que o contorno permite destacar. No Nordeste as encostas são altas e o recorte da ilha é irregular, não há como não percepcionar essa linha sem a associar ao «limite». Numa ilha a fronteira que se estabelece entre a terra e o mar vinca o «horizonte». Fiz este desenho no Miradouro da Vista dos Barcos de onde avistei parte da Vila de Nordeste e o Farol cuja cota o aproxima do mar. Em relação a mim, aquele ponto impôs o princípio e o fim da configuração geográfica... do alto, observei o recorte que se fazia no mar  e não no céu...

(Grafite e aguarela)                                                                                                                                                             | «in situ» |

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

POSTO DE TRABALHO


S


3º Encontro Oeste Sketchers - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

Num Domingo de Carnaval, depois de atravessar Torres Vedras às 8h, muitos foliões ainda deambulavam pelas ruas, alguns à procura da bifana, outros do transporte ou ainda de mais diversão, ainda havia fila nas discotecas à saída da cidade e num dos parques de estacionamento dançavam em cima de uma carrinha com a música no máximo.
Mas voltando ao titulo, foi um excelente encontro no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, o Sol ainda nos brindou de manhã, a equipa do Centro foi muito simpática e o grupo esteve cheio de motivação para desenhar, muitos sketchers principiantes e muitas caras conhecidas.
Neste encontro optei por desenhos rápidos sem grande trabalho de cor, tínhamos direito a bloco com folha em fole para posterior exposição, devorei-o rapidamente e quando fomos visitar a primeira posição do exercito Português tive de usurpar um segundo bloco.
Faltam sempre alguns desenhos que gostava de ter feito no interior, estive bastante tempo nos jardins exteriores, muito agradáveis sempre que o vento acalmava ou o Sol despertava.
Foi um encontro muito positivo, cheio de troca de ideias e com muita gente sem medo de riscar.














Interculturalidade + Interreligiosidade

Talvez um dos desafios mais interessantes que foram propostos aos USkP: "Narrativas de Interculturalidade e Interreligiosidade", ainda por cima nos tempos que correm.
Os resultados podem ser vistos integralmente na Casa dos Mundos a partir de 11 fevereiro pelas 18h. Fica na Rua Nova da Piedade, junto ao mercado de São Bento, virado ao Parlamento.

Desenhos feitos durante o rito na Igreja Ortodoxa Búlgara. O espaço é dividido em duas zonas, uma para o sacerdote e outra para os fiéis. O ministro religioso está quase sempre de costas para a assistência, e toda a celebração me pareceu altamente ritualizada, por comparação com a missa católica. Ninguém achou estranho eu estar a desenhar, e ainda fui convidado a participar na comunhão (?), que é feita com pão verdadeiro. Curiosa a imagem de São Nuno (Álvares Pereira?) num local de culto estrangeiro.

Caderno Novo...Desenho Antigo




Castro do Zambujal


Começar um caderno novo, por vezes pode trazer-nos agradáveis surpresas. Ao iniciar este caderno deparei-me com um desenho "antigo" que me levou a viajar no tempo e no espaço. O caderno foi-me oferecido pelo brasileiro Edward Wandeur que este em Torres Vedras em setembro passado, quando veio participar no (a)riscar o património (26 de semtembro - cerâmica da Ermegeira). Um dia antes ele ofecereu-me o caderno e de seguida fui dar-lhe a conhecer aquele que terá sido o pimeiro povoado de Torres Vedras, o Castro do Zambujal que remonta à Idade do Cobre. Enquanto o Edward fotografava e filmava, eu decidi estrear o caderno como forma de agradecimento (um hábito que tenho e pretendo manter, nem que seja para incentivar as pessoas a continuarema a oferecer-me cadernos - as finanças lá de casa agradecem). A textura do papel (de qualidade que um desenhador vádio como eu não está habituado), levoou-me a aventurar com a pintura em aguarela. Eu que não gosto ( e não sei) usar cores, até gostei do resultado. Talvez fosse da compania e da beleza do lugar. Estrear este caderno foi uma experiência no mínimo interessante, levou-me a viajar cá dentro e lá fora, mais precisamente a São Paulo, onde conheci o Edward. Uma abraço de Portugal, Edward e obrigado pelo caderno.. venham mais :-)

Sinagoga de Lisboa

Sinagoga Shaaré Tikva "Portões da Esperança" passa despercebida a quem circula na rua. Só depois de franquear o portão surge a fachada do edíficio, um projecto de 1897, da autoria do arquitecto Miguel Ventura Terra inaugurado em 1904. A sinagoga foi construída sem fachada para a rua, uma vez a lei de então proibia a visibilidade pública de qualquer templo não católico.
Era manhã cedo e a sinagoga estava deserta.
No exterior não consegui uma distância da fachada suficiente para uma boa perspectiva pelo que com o yarmulke (solidéu) na cabeça fui desenhar no interior do templo.


No interior destaca-se ao centro o bimá (estrado) e o almemór (mesa), identificando o local da celebração, bem como o ehal (santuário) onde se guardam os rolos da lei, ou Torah.


No dia 11 de Fevereiro, quinta-feira pelas 18 horas (não se esqueçam que no mesmo dia, uma hora antes, pelas 17 horas abre a exposição no Ministério da Defesa) vão ser acrescentados os novos desenhos de locais de culto na Casa dos Mundos ficando completa a exposição “Narrativas de Interculturalidade e de Interreligiosidade”.

Desenhos Soltos


Aqui, durante um jantar lá por casa, algumas cenas soltas do que se foi passando. O David ao lado do seu filho Duarte de um ano (meu afilhado) e a minha filha Lia, de 3 a ver na TV o seu novo vício, o Big Hero 6.


 Aqui, um desenho-teste de um bloco novo. A primeira coisa que faço é testar a resistência da folha à água e mistura de pigmentos. Para isso, nada melhor que a minha colorida Birdie (Agapornis). Para aumentar a dificuldade do desafio, pus um video de Youtube de outros Agapornis e assim que ela os ouviu a piar, não parou quieta um único segundo ;)

... dos Açores



Hummm, a massa sovada, o bolo lêvedo, o queijo fresco e o de São Jorge são «aquelas coisas» que marcam um pequeno almoço Açoriano...

(Caneta EF, grafite e aguarela)                                                                                                                                            | «in situ» |