Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Chicago

Já a banhos mas ainda com as ruas de Cicago e o trem ruidoso de outro tempo que passa por cima das nossas cabeças.

Praia da Ursa


Mestres Baleeiros

Foi com grande encantamento que me deixei levar pelas histórias destes dois antigos baleeiros, num café da Calheta de Nesquim, na ilha do Pico: o Sr. Almerindo e o Sr Trindade.  
O desenho  foi-se construindo entre algumas imperiais,  devagar, a passo e passo,  a par  dum imaginário enriquecido pelas  recordações da baleação que foram surgindo, puxadas com muita arte pelo Sr. Furtado, emigrante nos Estados Unidos que  nos quis presentear com as histórias dos seus amigos baleeiros que já conhece de cór mas que gosta de exibir, com um brilho nos olhos. 
"Naquele tempo havia muita pobreza e a baleação era o único sustento das famílias. Agora é fácil falar- diz referindo-se aqueles que hoje criticam os antigos baleeiros -mas eram tempos muito duros..."
É difícil imaginar a árdua vida  de várias gerações que, só tendo o mar e as baleias, precisavam de  enfrentar  imponentes colossos, dentro dum pequeno bote no meio do oceano.



Orgulhosamente,  o  senhor Almerindo - que foi afinal um lindo homem, igual ao Gregory Peck! - levou-nos então à sua arrecadação onde, como num museu, guarda toda a  herança material do seu passado na faina baleeira: os instrumentos, os barcos, os prémios, e os artigos sobre ele escritos  em diversas publicações, desde o jornal regional ("Almerindo Lemos emigrou para os USA mas o seu coração está no Pico") ao National Geographic!  
A sua peça preferida é o tripé para a vigia das baleias e é ali sentado  que, depois de mimar o movimento corporal outrora tantas vezes feito, fica a contar   intermináveis e maravilhosas histórias dos longinquos tempos da sua juventude.
  Do desenho, gostou muito e, no dia seguinte, pediu-mo para o ir  mostrar aos amigos do café.



Se tiverem curiosidade em conhecer os personagens, podem vê-los AQUI





De Logroño a Salamanca

Nunca tinha ido a Logroño e só lá fui por causa do meu amigo Javier de Blas que vive lá. Mas, surpresa, é uma bela cidade, tranquila (como o Javier) e onde se vive muito bem. Javier e Charon (a mulher de Javier) passeiam a Frida (a cadela da família e, sim, vem de Frida Kahlo) num belo jardim selvagem perto do rio Ebro (primeiro desenho). Reunimo-nos num dos dias com um grupo de desenhadores locais e foi uma bela tarde (segundo desenho).

Rumei depois a Salamanca onde tive outra agradável surpresa: uma exposição de Miquel Barceló em cinco sítios diferentes. Barceló é só um dos meus pintores preferidos e tem uns diários de viagem maravilhosos. Em Salamanca havia duas galerias com trabalhos bidimensionais e três espaços com Arte Pública. Um deles, na Plaza Mayor, um elefante a fazer o pino (terceiro desenho). Fantástico!




Um palacete em ruínas




Um palacete em ruínas na Alameda das Linhas de Torres. Foi feito no fim de semana passado e como ia andar levava apenas um Moleskine de aguarela dos mais pequenos o que não era apropriado a este palacete. Fiz o que me foi possível e guardei o registo dum património que o nosso desleixo deixa ficar neste estado. Dói-me cá dentro a incúria dos responsáveis

Pimentos


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Inauguração da Exposição Oeste Sketchers

Estão todos convidados!
No próximo Sábado, dia 19, pelas 14h30, inauguração da exposição Oeste Sketchers, no Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro.
Os registos expostos traduzem um ambiente muito próprio, foram feitos durante a recriação histórica da Batalha do Vimeiro, debaixo de "fogo" militar ou ao sabor das tentações do mercado oitocentista.

O turismo militar possui um potencial gigantesco na região Oeste de Portugal, o evento revelou-se muito interessante de sentir e registar, acho que conseguimos juntar o útil ao agradável, divulgar um património histórico, parte da identidade da região e é com muito gosto que com o apoio do município da Lourinhã podemos expor os olhares de cada sketcher participante à população local e visitante.

A organização dos Oeste Sketchers, Ana Ramos, Pedro Alves e Bruno Vieira, agradece a todos os que aceitaram o desafio de registar este evento e que gentilmente cederam desenhos e diários gráficos para exposição.
Agradecimentos também ao município da Lourinhã e à Ana Bento, coordenadora do CIBV, por toda a dedicação à recriação histórica e apoio nesta iniciativa.
Encontramo-nos lá!


Ordasqueira - Torres Vedras

Ordasqueira - Torres Vedras
 
Ontem foi dia de ir com a Tita ao veterinário.
Há muito que ando para desenhar este Lugar, logo aproveitei a oportunidade. Tenho de voltar. e continuar a descoberta do território rural do meu concelho.
 
 
 
 
 

Castro Verde

R D Afonso Henriques

Na praia nunca sei quem são os protagonistas, as pessoas ou os chapéus.


Anatomia

Cá em casa, cada um estuda anatomia à sua maneira.

Dunas da Cresmina

Um destes dias fui fazer os passadiços da Cresmina no Guincho e depois instalei-me no Centro de Interpretação a desenhar a paisagem. Vê-se o Mestre Zé, a fortaleza e a Serra de Sintra com o barrão caracteristico das praias a norte. De volta a casa passei na Biscaia e , lá estava ao longe, o Centro de Interpretação e a primeira duna. Tudo muito bem enquadrado pela praia do Guincho.
Leonor Janeiro

Aguarelas de Santa Cruz - Parte IV - Pela noite dentro...

 O dia foi muito longo, tão longo que tive de encurtar o post, portanto se quiserem ler a história completa, vão até ao meu blogue, aqui

No final da tarde, fomos recebidos pelo executivo do Município de Torres Vedras numa cerimónia de agradecimento pela nossa presença...

À medida que o Sol ia descendo sobre a praça do Município, a cerimónia continuava com o coffee break e uma oferta do município para todos os artistas convidados, bem como uma agradável conversa entre todos. Depois, foi tempo de voltar ao frio (e chuva!) de Santa Cruz para o evento da noite: Pintura nocturna em conjunto com os Urban Sketchers! 


Aqui, o papel organizador passou para mim e para o Bruno (Faltavas tu Ana para o circulo ficar completo) enquanto coordenadores dos Oeste Sketchers e também para dar as boas vindas aos Urban Sketchers que nos visitaram. Foi uma alegria enorme recebê-los e dar a conhecer o nosso colectivo aos aguarelistas presentes. "Vocês ainda são bastantes!" exclamava a Angela, ao qual eu respondi no meu fluente "portuñol": "..e ainda não viu nada, num encontro bem organizado, chegamos a ser bem mais de 50!" Fomos então em busca de um local para o registo nocturno e ainda sem encontrar o tal, vi o António Procópio a iniciar um desenho descomunal  e pensei, "é já aqui"... Tinha dado uma folha gigante da Canson ao António e fizemos, em conjunto uma verdadeira demonstração pública de sketch/aguarela para os muitos veraneantes que iam passando. A meio dos trabalhos tínhamos uma multidão enorme de gente em  nosso redor que eu ia vendo pelo canto do olho e mesmo assim mal devido ao holofote que nos projectava uma luz bem potente na cara! Antes de terminar o desenho, levantei-me para esticar as pernas e fui prontamente abordado por um jovem que exclamou que gostava de fazer isto e não conhecia ninguém na zona dele que desenhasse. "És de onde?" perguntei eu. "...vivo nos Açores, São Miguel". "Então fala com a Alexandra Baptista!" respondi prontamente. "Ahh, ela é minha stora!!!"  "Então tu tens uma professora que é uma das melhores Urban Sketchers nacionais, estás a espera do quê para começar nisto?!"  (Alexandra, espero que resulte em mais "clientes").  
No final do encontro, os resultados foram fantásticos e foi brilhante ver tantos, bons e diversos registos, todos reunidos junto ao Ar de Bar, incluindo os cadernos de pessoas que não sabiam do evento e se juntaram quando nos viram desenhar. 

No final do evento, esta aguarela nocturna foi também cedida para a Câmara Municipal de Torres Vedras.

24° Encontro USk P Açores | Pico queimado #01

O 24º Encontro USkP Açores fez-se em parceria com o Arquipélago, Centro de Artes Contemporâneas  da Ribeira Grande e com o Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira velha. 
Realizou-se a atividade a propósito da comemoração das Erupções que ocorreram na noite de 28 de Junho de 1563  na Lagoa do fogo e quatro dias depois no Pico da Sapateira / Pico Queimado.
ALGAR DO PICO QUEIMADO:

CRATERA DO VULCÃO DO PICO QUEIMADO:
À PROCURA DOS RIOS DE LAVA:
Eu desconhecia o Pico Queimado, o trilho é fácil e tornou-se muito mais interessante com as explicações da Eva Lima (Geóloga, responsável pela Geoconservação e Planeamento Ambiental) e do Tiago Menezes (Biologo, Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha . Foram identificadas espécies da flora endímica, vimos o algar e a cratera do vulcão e distinguimos domus  e vulcões.

(cont.)

(Caneta caligráfica, lápis de cor, carimbo, grafite e aguarela)                                                  mais aqui: «in situ»

O muro

Santo Amaro Oeiras


montemor_4º encontro

os desenhos no caderno
 
Chegámos no dia. em Montemor não havia vagas nos hotéis, tivemos de ficar na Figueira da Foz, a apenas 13 Km. Jantámos na pastelaria Bijou, um restaurante com nome de pastelaria. Enquanto esperámos pela comida sai este desenho. As noites de verão na Figueira são bem vividas, muita gente na rua a caminhar e as esplanadas estão cheias.
 
 
dia 12, rumo a Montemor, mas isso já escrevi anteriormente. Ficou em falta os desenhos no caderno, que publico agora.
 
O desenho que se segue foi feito após o almoço, passando pelo quarteirão das artes, deparo-me com esta entrada do castelo. Tive de ser rápido, pois o calor começava a apertar.
 
Ao caminhar rumo à entrada principal, deparo-me com este enquadramento ao qual não resisti.
 
 
já dentro das muralhas e à sombra, faço este primeiro desenho da igreja de S. Martinho. Primeiro fiz no caderno e só depois na folha solta.
 
 
 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Chicago, Bar 222.

Quando se juntam 10 sketchers no Bar 222, são 10 cadernos abertos e 10 canetas na mão.

Andanças 2017 - o Tasco dos palcos e os óculos

Este bar na zona dos palcos, construído com material reciclado, fica aberto noite fora fazendo companhia aos bailes e bailarinos, com bebidas, empadas, e salgados vários. No dia seguinte a ter feito este desenho, apercebi-me que tinha perdido os óculos graduados. Puxei pela memória e deduzi que devia tê-los deixado junto do banco de paletes em que me sentei para desenhá-lo. Fui ao centro operacional (CO) dá-los como perdidos e de seguida fui perguntar no tasco. Assim que pergunto, responde o barman brasileiro super bem disposto: "'tá no céu! Entreguei pr'o CO 'inda há pouco!". E não é que lá apareceram intactos?


Museu da Música





Ontem de manhã estive no Museu da Música e tenho de voltar pois ficou muito por desenhar.