Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.

domingo, 22 de outubro de 2017

Tigre Branco!

Tigre branco, em Gianyar, Bali, Indonésia.

Vamos desenhar com...


Muito obrigada a todos os que ontem foram desenhar e carimbar comigo no Museu do Carmo!
Para mim foi uma tarde inesquecível! Adorei os vossos resultados, e espero que acima de tudo se tenham divertido!
Em Novembro, vamos ter oportunidade de escutar a Celeste Vaz Ferreira. Imperdível!

Vamos desenhar com Marilisa




 


Mais uma bela tarde passada no Museu do Carmo.

Aqui ficam os dois exercícios que a Marilisa nos propôs. No primeiro escolher os carimbos primeiro e em seguida desenhar aproveitando os carimbos. No segundo desenhar e depois colocar os carimbos.

Crepúsculo em Alcácer


Foi uma paragem breve no meio da viagem. O sol pôs-se alinhado com o Sado e, logo à seguir, fui buscar o caderno. Depressa percebi que nunca iria conseguir captar o momento, já que as cores crepusculares mudam a cada minuto.

Mini-Férias em Aveiro (4)

O dia terminou de novo no cais dos Bacalhoeiros, para desenhar um "Lugre" de 4 mastros que fez história, na pesca do bacalhau, nos mares da Gronelândia, o seu nome "ARGUS", comprado em 1939 na Holanda, fez todas as campanhas de pesca, até ser vendido em 1974, a uma empresa Canadense, que além de ter mudado o nome para "POLINÉSIA II", foi utilizado para fazer cruzeiros. Neste momento foi comprado por uma empresa Portuguesa de bacalhau, que o vai recuperar. Este Lugre é irmão do "CREOULA" e do "SANTA MARIA MANUELA", estes ainda a navegar.
E a viagem acabou, espero lá voltar pois muitos assuntos ficaram por tratar...

Lugre "ARGUS"

sábado, 21 de outubro de 2017



Uma latada de Outono no Seixal, Av. Dom Nuno Álvares Pereira/Praça 1º de Maio.

























































































Uma latada de Outono. Sketch / aguarela em diário gráfico, duas páginas, papel de algodão de 300gr .47x.17cm .  Caderno feito pela Marilisa Mesquita.




Jantar de Sushi


Forte da Graça


Quando entrei naquele forte pela primeira vez, a porta estava aberta, mas lá dentro não havia vivalma: eram baluartes, revelins e casernas que se degradavam. Mas agora, o quartel-general do Festival Traço, tem uma nova vida. Aqui, a tarde é escassa, apetece apreender cada ângulo deste edifício único. E não é só a escala que impressiona, é o próprio desenho da fortaleza. Visto de cima, tudo parece racional, numa simetria inegável à medida que passamos as várias portas de entrada, em direcção à Casa do Governador. Mas assim que nos afastamos desse raríssimo eixo de simetria, as mesmas paredes passam a ser labirínticas, um pouco sombrias até. Foi uma dessas vistas, que desafiam a simetria do forte, que pude contemplar a cidade, o aqueduto e o vizinho - e não menos imponente - Forte de Santa Luzia. Dizem estar Badajoz à vista, mas só vejo o horizonte azul da distância.

No pequeno leporelo que a Rosário me ofereceu





A festa das bandeiras foi um momento único na praça comunal de Assis. O desenho não vale nada,  mas eu gosto imenso dele.

Outubro, solarengo



(Aguarela, grafite, caneta caligráfica, vieux-chaine e lápis de cor)                                                                                                                                  «in situ»

Mini-Férias em Aveiro (3)

Essa noite fomos a uma esplanada petiscar, e começou a chuva de cinzas e o cheiro a queimado, foi uma noite horrível. No dia seguinte fomos em direção ao Farol de Aveiro na Barra, onde o desenhámos, e depois almoçar na Costa Nova (Rest. D. Fernando), onde depois de uma caldeirada de enguias, saiu um desenho das casas típicas da zona.


O Farol de Aveiro , na Barra.
As casas típicas da Costa Nova.

Acordar em Elvas


Para trás ficava o incrível jantar de sketchers, tendo o João Sequeira como impecável anfitrião. Já sob a luz branca e azul do dia, revelavam-se as ruas largas, entre hortas e jardins. Atrás do aqueduto, estende-se o Montado como pano de fundo.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Da varanda da Casa de Santa Maria

Fui conhecer a Casa de Santa Maria em Cascais. Ao terminar a visita regressei à varanda, a vista era calma e bonita, estava-se tão bem que fiquei um bocadinho a reter aquele momento.


Elvas

Um belo dia de TRAÇO 17 passado no Forte da Graça.


" E os 3 vigiam a margem sem nada a temer, observando quem os quer conhecer "

Fonte da Vila

 
Castelo de Vide é muito bonita no Outono  e com céu azul. De manhã cedo sentei-me a desenhar este troço da vila medieval onde viveu Garcia da Orta, grande médico e botânico quinhentista, antes de ir para a India.
 Não havia movimento. Uns locais abriam as janelas, carros ,nem vê-los.
Garcia da Orta era cristão novo e foi um dos primeiros europeus a relatar as explorações navais dos chineses.Foi também o iniciador das viagens das plantas entre a India ,o Brasil e a Africa.
Vale a pena ir visitar a Sinagoga onde se encontra uma evocação a Garcia da Orta.
Leonor Janeiro

Tiro no Prato

Um dos meus sítios preferidos para comer e conviver. Vai fechar duas semanas para férias. No domingo passado combinei às às 7:30, mas fui lá sentar-me uma boa meia hora antes. Já com o propósito de desenhar uma parte da sala nunca outrora desenhada.

Guimarães

Um desenho super rápido feito à noite depois do jantar numa rua deserta.


TRAÇO17

Outuno quando ainda havia Outono em Oliveira do Hospital no ano 2017




Neste momento não sei se as duas árvores que originaram aquele desenho, publicado há umas semanas, ainda existem. Ou se desapareceram no incêndio terrível na fustigada Oliveira do Hospital, enquanto outros mais de 500 incêndios em simultâneo destruiam florestas, culturas, fábricas, carros, animais… pessoas, em Portugal, no dia 15 de Outubro de 2017.

O fogo parou a poucos metros da casa dos meus avós, porque a minha mãe, o meu avô de 90 anos e um casal que vinha fugido de outro incêndio, a alguns quilómetros, lutaram com todas as forças contra as fagulhas lançadas por um pinhal abandonado e ardente a dezenas de metros. As casas estão a salvo, mas as almas receio que jamais serão as mesmas.

Amanhã de manhã ao acordar vou deparar-me com a cinzenta realidade. Daqui a duas ou três semanas ervas e fetos vão brutar de forma incrível por entre as cinzas. Eu sei porque vi isso acontecer em 2003 quando o fogo ficou a 200 metros.

Este desenho marca um momento muito importante das nossas vidas e tornou-se por um isso um dos mais importantes que alguma vez fiz.

Esta é uma oportunidade única para que a reflorestação do Centro e Norte de Portugal se faça como deveria estar feita há dezenas de anos. Conhecimento científico não falta. Faltou até hoje vontade política. Precisamos também de uma reforma para termos muito mais sapadores (bombeiros profissionais) e voltarmos a ter um corpo de guardas florestais.